Neste local, PF usou máquina de contar dinheiro: R$ 955,3 mil em dinheiro de vários países (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal contabilizou a apreensão de R$ 1,6 milhão em dois endereços ligados aos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul. Nesta terça-feira (8), a Operação Mineração de Ouro cumpriu 20 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça. Três conselheiros são alvos da investigação dos crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e fraudes em licitação.

Conforme a assessoria da Superintendência Regional da PF, no primeiro endereço, que não teve o nome do proprietário revelado, foram apreendidos R$ 955,3 mil em moedas diversas, sendo R$ 889,6 mil em reais, US$ 7,2 mil (R$ 36,6 mil), 200 libras esterlinas (R$ 1,4 mil) e 4,5 mil euros (R$ 27, 6 mil). No segundo endereço, os policiais encontraram R$ 729,6 mil em moeda nacional.

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A PF, Receita Federal e CGU (Controladoria-Geral da União) apuram a existência de organização criminosa, integrada pelos conselheiros Osmar Domingues Jeronymo, Waldir Neves Barbosa e Ronaldo Chadid. Eles proferiram decisões na corte fiscal para favorecer os integrantes do grupo criminoso.

“Há existência d um esquema de contratação de funcionários fantasmas no TCE-MS para beneficiar pessoas ligadas aos conselheiros investigados”, informou o Ministério Público Federal. A operação foi autorizada pelo ministro Francisco Falcão, do STJ.

Também há suspeita de que os conselheiros atuaram para favorecer a Solurb, concessionária do lixo de Campo Grande. O TCE tem sido usado pela empresa para obter decisões favoráveis no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Um dos alvos da operação é o Vanildo Neves Barbosa, irmão do ex-presidente do TCE. Ele foi vice-prefeito de Aquidauana e assessor da Secretaria Estadual de Governo e Gestão Estratégica na gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB).