Deputado chegou a justificar porque não apoia a proposta, mas repercussão negativa fez reagir com ataques à publicação do resultado da votação na Câmara dos Deputados (Foto: Arquivo/Agência Câmara)

Somente o deputado federal Loester Trutis (PL) não votou o projeto que reduz a 17% a alíquota do ICMS sobre combustíveis, telecomunicações, energia e transporte público. Na primeira votação na Câmara, a bancada federal sul-mato-grossense havia se dividido ao meio, mas desta vez a proposta contou com a aprovação de sete dos oito deputados federais, conforme o site da Câmara dos Deputados.

O projeto foi aprovado por 370 votos a favor e um contra na última terça-feira. De Mato Grosso do Sul, participaram da votação e foram a favor da redução os deputados Beto Pereira e Dagoberto Nogueira, do PSDB, Fábio Trad (PSD), Dr. Luiz Ovando (PP) e Tereza Cristina, do PP, Rose Modesto (União Brasil) e Vander Loubet (PT).

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Na primeira votação, realizada antes do projeto ser encaminhado ao Senado, Beto, Dr. Ovando, Trutis e Tereza não participaram da votação. No Senado, o projeto contou com a aprovação dos senadores Nelsinho Trad (PSD), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil).

Agora, o projeto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em MS, a alíquota do ICMS sobre a gasolina deve ser reduzida de 30% para 17% e do etanol de 20% para 17%. O óleo diesel paga 12%. Também terá redução a alíquota da energia elétrica, que chega a 25%.

A não participação na primeira vez pegou para Trutis. E m postagem nas redes sociais, o deputado acusou que O Jacaré “mente” e classificou a publicação do resultado da votação como “fake news”.

O parlamentar aposta que seus eleitores não possuem senso crítico porque logo em seguida justificou porque é contra a proposta. Em postagem, ele disse que o Governo federal seria obrigado a compensar os estados pela perda com a arrecadação. De acordo com Trutis, a proposta é “cortesia com o chapéu alheio”.

A redução dos tributos faz parte da mobilização de Bolsonaro e dos parlamentares para reduzir o preço dos combustíveis, que dispararam nos postos brasileiros com a política de paridade preço internacional da Petrobras. A estatal brasileira é a empresa que mais lucra no mundo com a venda de combustíveis.