Cerca de 350 motociclistas, segundo a Guarda, e 500, de acordo com os organizadores, participaram de evento hoje (Foto: Divulgação)

A manifestação de 1º de maio de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra o Supremo Tribunal Federal levou cerca de 500 veículos e 350 motos às ruas de Campo Grande neste domingo, conforme estimativa da Guarda Municipal Civil Metropolitana. A mobilização perdeu força em relação a 7 de setembro do ano passado, quando 11,6 mil veículos participaram de protesto em Campo Grande.

Realizada após o Supremo condenar o deputado federal Daniel Silveira (PTB), do Rio de Janeiro, a oito anos e nove meses de prisão pelos atos antidemocráticos, a manifestação teve duras críticas à corte. Faixas enalteciam que “supremo é o povo” e defendiam a gestão de Bolsonaro.

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Os deputados estaduais Capitão Contar (PRTB), pré-candidato a governador, e João Henrique Catan (PL), e o deputado federal Luiz Ovando, o Dr. Ovando (PP), reforçaram o protesto, marcado pelas cores verde e amarelo e pelo uso da bandeira nacional.

“Satisfação enorme estar aqui no Dia do Trabalhador, dia do brasileiro que não desiste, dia de quem quer trabalhar pelas mudanças do nosso Brasil! Qualquer pessoa mais acomodada poderia estar descansando neste domingo, mas o trabalhador brasileiro, aquele que acredita que as mudanças precisam e vão acontecer está aqui, com a gente, levantando a nossa bandeira verde e amarela, a bandeira da mudança”, afirmou João Henrique.

“Viemos aqui trabalhar pela democracia, o fortalecimento, sem o intervencionismo em nossa Constituição Federal. Viemos dar nosso apoio, nosso empenho ao líder Jair Messias Bolsonaro. É domingo? Mas para lutar pelas bandeiras que a gente acredita não tem hora”, afirmou o neto do ex-governador Marcelo Miranda Soares.

Os motociclistas e ciclistas saíram às 9h do estacionamento do Yotedy, na Rua Antônio Maria Coelho, no Parque das Nações Indígenas. Os veículos se concentram na Avenida Via Parque, enquanto os pedestres se concentraram na Praça do Rádio.

O grupo percorreu a Avenida Afonso Pena até chegar ao CMO (Comando Militar do Oeste). O protesto não parou toda a avenida, como ocorreu no dia 7 de setembro. O Capitão Contar estimou a participação de 500 motos e manifestantes de 18 cidades, como Dourados, Corumbá, Bataguassu e Coxim, entre outras.

Neste domingo, a Guarda Municipal estimou a participação de 500 automóveis, contra 10 mil no ato realizado em setembro do ano passado. Hoje foram 350 motos, contra 1,2 mil em 2021. No ano passado também teve a participação de 300 bicicletas e 450 caminhões. O público fora dos carros foi muito reduzido, segundo a assessoria da Guarda.

Além de Campo Grande, os atos ocorreram em Brasília, no Rio de Janeiro, São Paulo, entre outras cidades brasileiras. O grupo pediu a criminalização do comunismo e do socialismo no Brasil e fez duras críticas aos ministros do STF durante a carreata na Capital.

Capitão Contar liderou o grupo de moto entre o Yotedy e o CMO (Foto: Divulgação)