Manifestação de 7 de Setembro deve reunir multidão na Capital e elevar apreensão mundial com a democracia brasileira (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

O movimento denominado verde e amarelo planeja levar 50 mil pessoas à manifestação de 7 de setembro em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de protesto contra o Supremo Tribunal Federal em Campo Grande. Além do ato na Capital, cerca de 1,4 mil pessoas viajaram de Mato Grosso do Sul para participar do ato em Brasília (DF).

A mobilização vai contar com motociclistas, ciclistas, cavaleiros, caminhoneiros, evangélicos e integrantes da direita em Campo Grande. Ex-presidente da Funtrab (Fundação Estadual do Trabalho) e candidato a deputado federal nas últimas eleições, o pastor Wilton Acosta, um dos organizadores, explicou que o evento é organizado por algumas lideranças religiosas, mas não envolve as igrejas.

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“A mobilização está grande, vai ter muita gente”, previu Acosta, com base no burburinho nas redes sociais. No entanto, durante a reunião com os vereadores, Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Guarda Municipal e Polícia Militar, os organizadores estimaram em torno de 50 mil pessoas na manifestação.

De acordo com o vereador Sandro Trindade (Patri), a expectativa é de que a mobilização comece 8h com os caminhoneiros. O grupo espera 200 caminhões, 100 cavaleiros e mil motociclistas. A Prefeitura de Campo Grande teria disponibilizado 100 banheiros químicos para atender o público.

A motociata é organizada pelo deputado estadual Capitão Contar (PSL) e deve sair do estacionamento do Parque das Nações Indígenas na Rua Antônio Maria Coelho, percorrer o Parque dos Poderes e a Avenida Afonso Pena até o CMO (Comando Militar do Oeste). Uma carreata se concentrar na Praça do Rádio para sair em direção à Avenida Duque de Caxias.

Os pastores estão convocando os fiéis para participar da manifestação na Praça do Rádio, onde estarão dois trios elétricos. O principal ponto será a liberdade de expressão, segundo Acosta. “Pessoas estão sendo criminalizadas por suas opiniões”, afirmou.

O esquema de segurança para o ato bolsonarista vai contar com 600 pessoas, sendo 300 policiais militares e 300 guardas municipais. A Secretaria Municipal de Saúde também montará um posto de vacinação no antigo Museu Dom Bosco, na Rua Barão do Rio Branco, para imunizar quem ainda não tomou a dose contra a covid-19.

Além do ato no Centro da Capital, o movimento pretende levar 1,4 mil pessoas para participar do ato em Brasília. De acordo com Júlio Nunes, do QG Voluntários do Bolsonaro, 35 ônibus partiram de vários municípios com o objetivo de reforçar o protesto na capital federal. Sindicatos rurais, produtores, profissionais liberais e comerciantes estão envolvidos na mobilização.

De acordo com Nunes, por enquanto, o grupo não defende um golpe militar para manter Bolsonaro no poder. No entanto, eles não descartam defender que o Exército use o que chamam de “poder moderador” contra o STF, com base no polêmico artigo 142 da Constituição. Na avaliação do dirigente, os ministros da corte estão abusando, em referência a Alexandre de Moraes, que tem mandado bloquear contas e prender os envolvidos na manifestação, que tem chamado de antidemocrática.

O Movimento Verde e Amarelo quer pressionar o Senado a instaurar o processo de impeachment de Moraes, que foi protocolado por Bolsonaro e rejeitado pelo presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco.

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