Faixas avisam motoristas e moradores de que corredor começa a valer na segunda (Foto: O Jacaré)

Campo Grande ganha, a partir de segunda-feira (18), o primeiro corredor do transporte coletivo, uma obra polêmica e inovadora, lançada com o objetivo de priorizar o ônibus urbano. O primeiro começa pela metade, apenas nas ruas Guia Lopes e Brilhante, já que o Exército Brasileiro abandonou a obra pela metade e obrigou o município a realizar nova licitação para concluir a obra, que engloba as Avenidas Bandeirantes e Marechal Deodoro.

Conforme a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), os ônibus passam a trafegar na faixa esquerda e os passageiros deverão usar as quatro novas estações de embarque, conhecidas como “ilhas do busão”. O ponto passa da calçada para o meio da rua, mas com cobertura, proteção e semáforos e faixas de pedestre bem sinalizados.

Veja mais:

Polêmica e inovadora, obra milionária do corredor de ônibus para na Justiça pela 2ª vez

MPE é contra suspensão de obra, mas cobra mais informações sobre corredor de ônibus

No meio da rua, “ilha do busão” é a polêmica da milionária obra que será herdada por novo prefeito

Prefeitura aponta prejuízo de R$ 120 milhões e ônibus mais veloz para defender corredores

Os veículos não poderão parar nem estacionar na faixa destinada ao transporte coletivo a partir de segunda-feira. O estacionamento fica proibido na faixa esquerda ao longo de 20 quarteirões, entre a Avenida Afonso Pena e o Terminal Bandeirantes.

Com o corredor do transporte coletivo, a prefeitura e o Consórcio Guairucus esperam elevar a velocidade média dos ônibus de 16 para 25 km/h. Só que o projeto ainda depende dos demais corredores para que o transporte coletivo passe a ser mais eficiente e se torne opção para a população da Capital.

No total, o investimento de R$ 120 milhões prevê a implantação de 69 quilômetros de corredores do transporte coletivo e vai modificar o tráfego nas principais vias, como Rua Bahia, Calógeras, Bandeirantes, Coronel Antonino, Consul Assaf Trad, Gury Marques, Rui Barbosa, Marechal Deodoro, entre outras.

A primeira obra começou a ser construída pelo Exército em 2016, na gestão de Alcides Bernal (PP), e custaria R$ 24 milhões. No entanto, os militares só executaram o trecho das ruas Brilhante e Guia Lopes e abandonaram dois terços do projeto.

Marquinhos Trad (PSD) acabou sendo obrigado a realizar nova licitação para concluir as avenidas Marechal Deodoro, Gunter Hans e Bandeirantes. A obra na Brilhante ainda sofreu atraso com uma briga judicial travada com um posto de combustível, que tentou impedir a construção da estação de embarque.

Seis anos após o início, o corredor será ativado e a Agetran colocou faixas ao longo da faixa para avisar de que só ônibus poderão trafegar no corredor do transporte coletivo. Quatro novos semáforos foram ativados no trecho para dar mais segurança aos passageiros para atravessar a via para entrar na estação de embarque.

O corredor vai incluir o cruzamento da Avenida Salgado Filho com a Rua Guia Lopes, onde dois motociclistas morreram atropelados durante a madrugada.

A criação de corredores exclusivos para o transporte urbano causou polêmica em muitas capitais. Em São Paulo, o programa custou a reeleição do prefeito Fernando Haddad (PT), que na época perdeu no primeiro turno para João Doria (PSDB). No entanto, a obra faz parte de um programa do Governo federal, que repassa o recurso para recuperação das vias e criação dos corredores por meio do PAC Mobilidade Urbana.

Transporte coletivo da Capital inova com faixa exclusiva para ônibus e estação de embarque no meio da rua (Foto: O Jacaré)