Pesquisa aponta Moro com 8%, o dobro de Mandetta em simulação para as eleições de 2022 (Foto: Arquivo)

Com a volta do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (sem partido) ao jogo da sucessão presidencial, Luiz Henrique Mandetta (DEM) perde fôlego entre os cotados para ser o representante da 3ª via. Enquanto o ex-juiz federal fica com 8%, o ex-ministro da Saúde obtém 4% e fica em 6º lugar na disputa, conforme pesquisa do PoderData, realizada entre os dias 25 e 27 de outubro deste ano.

Conforme o levantamento divulgado pelo Poder360 (veja aqui), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera os dois cenários. No primeiro, o petista tem 35%, contra 28% do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seguido por Moro, com 8%, pelo ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PDT), com 5%, do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e Mandetta com 4%.

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O apresentador do programa policial Brasil Urgente, da Band, José Luiz Datena (PSL), e o senor Alessandro Vieira (Cidadania), foram citados por 3%. O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco, que trocou o DEM pelo PSD, encolheu e surgiu com apenas 1%. O instituto apontou que 7% vão votar em branco ou nulo, enquanto 2% não souberam responder.

No segundo cenário, com o governador do Rio Grande do Sul como candidato do PSDB, Mandetta assume o 5º lugar, mas com o mesmo índice. Neste cenário, Lula tem 34%, Bolsonaro 30%, Ciro e Moro com 7%, Mandetta e Datena com 4%, enquanto Eduardo Leite (PSDB) e Vieira surgem com 3%. Pacheco segue com 1%. Neste cenário, 6% votariam nulo ou branco, enquanto 1% segue indeciso.

O PoderData não incluiu a senadora Simone Tebet (MDB). Inicialmente, ela teria a pré-candidatura oficializada em agosto. No entanto, a cúpula partidária decidiu fazer o lançamento após o encerramento da CPI da Covid no Senado, que ocorreu nesta semana. Caso não retome a candidatura da emedebista em novembro, o MDB estará sepultando a possibilidade de Simone ser o nome da 3ª via.

O levantamento também mostra que apesar a inflação em dois dígitos, os sucessivos reajustes nos combustíveis e da polêmica sobre a vacina da covid-19 que transmite Aids, Bolsonaro segue competitivo. Ele reduziu a distância para Lula em eventual confronto no segundo turno, de 25% para 15%.

O petista oscilou de 56% para 52%, enquanto o presidente subiu de 33% para 37% em um mês. Lula derrotaria Doria por 51% a 16% e o governador gaúcho por 48% a 18%. Já Doria venceria Bolsonaro por 46% a 38%, enquanto Leite por 40% a 36%.