Rachel Magrini pode quebrar um tabu de três décadas já que nenhuma mulher ganhou a eleição da OAB desde 1990 (Foto: Divulgação)

A advogada Rachel Magrini, candidata da oposição, cresceu nove pontos percentuais e manteve a liderança na disputa da presidência da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul). Ela tem 40%, contra 34,25% do candidato da situação, Luís Cláudio Alves Pereira, o Bitto. A advogada Giselle Marques segue como opção da 3ª via e aparece com 2,5%.

O levantamento foi realizado pelo IPR (Instituto de Pesquisa Resultadol) e divulgado pelo Campo Grande News. É o segundo levantamento que confirma a liderança da advogada na disputa da sucessão de Mansour Elias Karmouche. Pesquisa do ITOP (Instituto TopMídia de Pesquisa) apontou a candidata da oposição com 33% contra 31% de Bitto.

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Realizada com 400 advogados entre os dias 3 e 6 deste mês, a pesquisa do IPR mostra crescimento de Rachel em relação ao levantamento feito em maio. Ela passou de 31,21% para 40%, enquanto o candidato da situação passou de 25% para 34,25%. Giselle oscilou de 1,84% para 2,5%.

Conforme o IPR, Rachel mantém a liderança na pesquisa espontânea, quando foi citada por 23% dos advogados, seguido por Bitto com 20,75%, de Mansour com 2% e Giselle Marques com 1%.

O instituto constatou que 62,5% dos advogados desejam mudança na gestão da OAB/MS, enquanto 36,5% defendem a permanência do atual grupo. No quesito rejeição, Giselle lidera com 21,5%, seguido por Bitto com 11,25%. Rachel Magrini é a menos rejeitada, com 5%.

Bitto Pereira, o candidato para manter a hegemonia de Mansour no comando da advocacia de MS (Foto: Divulgação)

As chapas devem se inscrever neste mês e a eleição da nova presidente ou  do novo presidente da ordem ocorre em novembro. Rachel Magrini começa a despontar como favorita e quebrar o tabu de nenhuma mulher ser eleita para presidir a entidade nos últimos 30 anos. Em 40 anos de história, a OAB/MS só elegeu uma mulher para presidente, Elenice Pereira Carille, em 1990.

A possibilidade de uma mulher volta ao comando após três décadas coincide com o movimento nacional das advogadas em ganhar mais representatividade no conselho da OAB.

Giselle Marques faz campanha em Corumbá, sua terra natal (Foto: Divulgação)