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Advogado perde R$ 7,7 milhões ao não explorar mina comprada de sobrinho de conselheiro

Operação Mineração de Ouro cumpriu 20 mandados de busca e apreensão nesta terça (Foto: Divulgação)

Um dos principais alvos da Operação Mineração de Ouro, deflagrada nesta terça-feira (8) pela Polícia Federal, é advogado Félix Jayme Nunes da Cunha. Conforme a PF, assessor do conselheiro Osmar Domingues Jeronymo, ele pagou R$ 7,7 milhões em uma mineradora de cobre em Bela Vista, mas acabou perdendo o investimento ao deixar vencer o alvará sem explorar a atividade.

A utilização de mineradora para lavar dinheiro proveniente da corrupção deu o nome à operação que mirou três conselheiros do TCE ontem. Os 20 mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça.

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Graças à Operação Lama Asfáltica, que cumpriu mandados de busca no escritório de Cunha, a PF conseguiu desvendar a negociação envolvendo a mineradora. Inicialmente, houve um suposto empréstimo em 2014 de Jeronymo, então secretário estadual de Governo na gestão de André Puccinelli (MDB), no valor de R$ 3 milhões para Nabor Barbosa Filho, dono da empresa que explora o pedágio na ponte sobre o Rio Paraguai na BR-262.

Como garantia do negócio, ele deu o apartamento no Edifício D’Orsay, da Plaenge. Em 2 de junho de 2016, a construtora repassou o apartamento, dado em garantia para Osmar Jeronymo, ao advogado Félix Jayme Nunes da Cunha. Conforme o contrato, Félix pagou R$ 1,366 milhão e o empresário, R$ 850 mil.

Em 15 de agosto de 2017, pouco mais de um ano, o advogado repassou o apartamento para o sobrinho de Osmar, Diego Moya Jeronymo, como parte do pagamento pelo direto da mineração de cobre em Bela Vista. A mineradora estava avaliada em R$ 7,7 milhões.

Contudo, segundo a Polícia Federal, Félix Jayme Nunes da Cunha deixou vencer o alvará da mineração sem concluir a pesquisa e extrair cobre. Na prática, ele acabou jogando fora o investimento de R$ 7,7 milhões.

No despacho, o ministro Francisco Falcão cita interceptação telefônica em que o ex-deputado estadual Antônio Carlos Arroyo, na época no PL e hoje no MDB, ameaçou Osmar com o escândalo de Nabor após não conseguir ser nomeado para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Ele teve a indicação vetada pela Justiça.

Além de Osmar Jeronymo, a Operação Mineração de Ouro investiga os conselheiros Ronaldo Chadid e Waldir Neves Barbosa. Este último foi presidente do TCE e ex-deputado pelo PSDB.

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Publicado por
Edivaldo Bitencourt

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