Lenda na fronteira, Fahd Jamil estaria bastante debilitado e não deve continuarem presídio, conforme perito (Foto: Arquivo)

A perícia do IMOL (Instituto Médico e Odontológico Legal) concluiu que o empresário Fahd Jamil, 79 anos, não tem condições para permanecer em um presídio. Preso desde 19 de abril deste ano, o Rei da Fronteira precisa de tratamento multidisciplinar. O relatório será base para o juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, decidir se acata o pedido da defesa para converter a prisão preventiva em domiciliar.

Acusado de chefiar um grupo de extermínio na fronteira e réu por corrupção, organização criminosa, tráfico de armas e pela execução do chefe da segurança da Assembleia Legislativa, Ilson Martins Figueiredo, Jamil aguarda a decisão da Justiça em uma cela improvisada no Garras (Delegacia Especializada na Repressão de Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros).

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No local, ele dorme em colchão no chão, come com alimentos fornecidos pela família e tem acompanhamento 24 horas de enfermeira. Para dormir e andar dentro da delegacia, ele precisa de oxigênio.

Na semana passada, justo no dia em que seria ouvido sobre a execução de Figueiredo, Fahd acabou sendo internado em hospital particular da Capital para ser submetido a cirurgia de emergência no coração. Ele já teria realizado o procedimento e retorno para o Garras. O juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, remarcou o interrogatório do empresário para o dia 17 deste mês.

A perícia do IMOL foi realizada por determinação de Ferreira Filho. De acordo com o médico perito Marco Antônio Araújo de Mello, o comprometimento pulmonar de Fahd Jamil é gravíssimo, o que exige cuidados permanentes e multidisciplinares.

“Trata-se de um idoso, 79 anos, com diversas outras afecções demandando cuidados multidisciplinares, que em conjunto, não seria apropriado a sua permanência em âmbito prisional”, concluiu o perito.

Há expectativa de que o magistrado acate a recomendação e conceda a prisão domiciliar para Fahd Jamil. A mesma sorte não teve o empresário Jamil Name, 81 anos, também acusado de chefiar grupo de extermínio e com diversos problemas de saúde, que está preso desde o dia 27 de setembro de 2019 no Presídio Federal de Mossoró.