Grupos voltam às ruas para pedir o impeachment de Bolsonaro e vacina para todos (Foto: Arquivo)

As revelações da CPI da Covid do Senado, que apontam falhas do Governo federal no combate à pandemia, os movimentos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltam às ruas neste sábado (29) em quatro cidades de Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, movimentos em defesa da educação reforçam a manifestação a partir das 8h em frente à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, na Avenida Costa e Silva.

Os grupos voltam a insistir no impeachment de Bolsonaro, acusado de negligência no combate à covid-19, como a recusa em comprar vacina da Pfizer e do Instituto Butantan. Os protestos contam com o apoio da Frente Fora Bolsonaro, ADUFMS (Associação dos Docentes da UFMS), SISTA (Sindicato dos Técnicos Administrativos), CUT (Central Única dos Trabalhadores), UNE (União Nacional dos Estudantes), UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), entre outros.

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A mobilização perdeu força em fevereiro deste ano com a eleição de um aliado de Bolsonaro, Arthur Lira (PP), de Alagoas, para a presidência da Câmara dos Deputados. Responsável por analisar os pedidos de impeachment, ele tinha sinalizado que não criaria problemas nem transtornos ao presidente.

No entanto, a criação da CPI da Covid no Senado, controlada pelos parlamentares independentes e de oposição, deu novo gás às mobilizações contra Bolsonaro. As pesquisas eleitorais, em que apontam piora na avaliação do Governo federal e apontam derrota do presidente para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se as eleições fossem hoje, animaram os movimentos de oposição.

“Em que pese a pandemia, temos que dar todo apoio à CPI da Covid que está revelando a total negligência e ingerência do Governo Federal no momento em que houve ofertas de vacinas pela Pfizer (70 milhões de doses em agosto/2020) e pelo Instituto Butantã (60 milhões de doses em dezembro/20)”, afirmou André Lage, coordenador da Frente Fora Bolsonaro.

Além de vacina para todos, os grupos farão ato em defesa da educação pública, contra a reforma administrativa, a favor do auxílio emergencial no valor de R$ 600 e fora Bolsonaro. “E também, a Comissão Parlamentar de Inquérito vem provando que partiu do próprio Bolsonaro a ordem de indicação de Cloroquina para tratamento precoce em Manaus”, ressaltou Lage.

Em Campo Grande, o ato está previsto para as 8h em frente à UFMS. Em Dourados, os manifestantes vão estar vestidos de preto e branco na Praça Antônio João. Em Três Lagoas, o ato será na Praça Ramez Tebet. Em Corumbá, haverá “faixaço” a partir das 9h no cruzamento das ruas Porto Carrero e Frei Caneca.

Antes de fevereiro, os grupos contra Bolsonaro realizaram várias carreatas na Capital e no interior. Em uma das mobilizações, o grupo reuniu mais de 2 mil veículos na Avenida Afonso Pena.

Por outro lado, os defensores do Governo também conseguiram mostrar força na Capital e realizaram várias megacarreatas de apoio a Bolsonaro. Até as manifestações a favor de novo golpe militar tiveram sucesso, inclusive defendendo o fechamento do Supremo Tribunal Federal, medidas consideradas inconstitucionais e antidemocráticas.

Carta convocando os críticos do presidente para defender o impeachment, educação pública, vacina para todos, auxílio emergencial de 600 e contra a reforma administrativa (Foto: Divulgação)