Policiais deixam uma das empresas de Rodrigo Souza e Silva, que teve o sigilo fiscal e bancário quebrado pela Justiça (Foto: Midiamax)

O juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal do advogado Rodrigo Souza e Silva, filho de Reinaldo Azambuja (PSDB), e de suas três empresas. A medida também atinge outras 14 pessoas, inclusive o empresário Alexandre Souza Donatoni, o Xiru, genro de Ivanildo da Cunha Miranda, único delator da Operação Lama Asfáltica.

A quebra do sigilo foi determinada na Operação Motor de Lama, denominação da 7ª fase da Lama Asfáltica, que cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira. O magistrado decretou a prisão preventiva dos empresários João Roberto Baird, o Bill Gates Pantaneiro, João Amorim, Antônio Celso Cortez e seu filho, Antônio Celso Cortez Júnior. No entanto, em decorrência da pandemia da covid-19, eles tiveram a prisão substituída por medidas cautelares, como proibição de mudar de endereço e entrega dos passaportes.

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O esquema de corrupção, iniciado na gestão de André Puccinelli (MDB), teve continuidade na gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB), conforme despacho do juiz no dia 3 deste mês. O esquema de pagamento de propina e desvio de recursos do Detran envolve 15 pessoas e diversas empresas.

A Receita Federal promoverá devassa nas contas bancárias e dados fiscais de Rodrigo e suas três empresas: o escritório Souza Ferreira e Novaes Sociedade de Advogados, Pesados Online Propaganda e Agropecuária Taquaruçu. Esta última foi citada na Operação Vostok, pelo ministro Felix Fischer, como responsável por ocultar bens pelo governador do Estado.

Também vão sofrer devassa Baird, Amorim, o ex-secretário adjunto de Fazenda, André Luiz Cance e sua esposa, Ana Cristina Pereira da Silva; Antônio Celso Cortez e Antônio Celso Cortez Júnior, Dant Carlos Vignolli, José Ricardo Guitti Guímaro, o Polaco, Mário Cassol Neto, Thiago Nunes Cance, Raphael Nunes Cance e Tereza Nunes da Silva.

O bloqueio de R$ 40 milhões atinge contas bancárias e os bens de João Roberto Baird, Cortez, Antônio Ignácio de Jesus Filho e Dante Vignoli e das empresas Ice Cartões Especiais e PSG Tecnologia Aplicada. As duas empresas possuem contratos milionários com o Governo do Estado.

Bruno Cezar negou o representação da Polícia Federal pela prisão preventiva de André Cance, de Ana Cristina (esposa ou ex-esposa), Dante Carlos Vignoli e Antônio Ignácio de Jesus Filho.