Mato Grosso do Sul iniciou a semana a contar 13.461 casos confirmados de covid-19. Já são 167 mortos pela doença e há consciência e alerta de que a situação vai piorar. Hospitais recebem mais pacientes e a população ainda não assumiu de maneira unitária a proteção necessária para evitar a propagação do novo coronavírus.

Diante do quadro, as dúvidas, mesmo as mínimas, precisam ser respondidas. Assim, na segunda rodada para esclarecimento das dúvidas da população convidamos a médica infectologista Mariana Croda, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Ela é assessora técnica do do COE-MS (Comitê de Operações de Emergência do Mato Grosso do Sul).

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Dúvida – Quantos tipos de testes existem para identificar a covid-9?

Mariana Croda – Hoje já temos vários tipos de testes, mas basicamente dividimos eles em aqueles que identificam o vírus e aqueles que identificam anticorpos contra o vírus. No sistema público só temos hoje dois tipos de testes disponíveis. O primeiro é o teste molecular (RT PCR), que identifica partes do vírus em amostras de secreção nasal coletadas por meio de um cotonete (swab). E existem os testes rápidos que identificam anticorpos em amostras de sangue.

Dúvida – Depois de quantos dias após a infecção o teste aponta positivo?

Mariana Croda – Para cada teste há um período ideal de coleta: o teste molecular é positivo nos primeiros sete dias do início dos sintomas e os teste sorológico após o oitavo dia de sintomas e tende a ficar positivo por meses.

Dúvida – O que é imunidade de rebanho?

Mariana Croda – A chamada “imunidade de rebanho” é um conceito epidemiológico relacionado a quantas pessoas de uma população precisam ter anticorpos (serem imunes) contra o vírus para que ele não mais circule e cause novos surtos. É um conceito muito utilizado em estudos de vacinas para ver qual a cobertura ideal para que uma população esteja protegida.

Dúvida – Quem já pegou covid-19 tem chance de pegar novamente?

Mariana Croda – Há muitas lacunas ainda no conhecimento da doença, há relatos de pessoas que já tiveram covid-19 e após um período têm sintomas semelhantes e exame novamente positivo. O fato é que não podemos caracterizar infecção por estes dados e ainda não temos uma resposta para isso. Sendo assim, as pessoas que já tiveram a covid-19 são orientados a manter as medidas de precauções iguais aquelas que não tiveram, até termos conhecimento absoluto sobre o assunto.

Fazemos o boletim covid-19 porque:

Em dezembro de 2019, as autoridades de chinesas de informaram a OMS (Organização mundial de Saúde) sobre o surto de uma nova doença, que foi nomeada posteriormente de covid-19. Em 11 de março, a OMS anunciou que as infecções atingiam proporções epidêmicas. Os dados sobre casos e mortes são fornecidos pela Universidade Johns Hopkins, mas podem não representar a totalidade por conta da subnotificação registrada em muitos países, como o Brasil, que mudou a sistemática de divulgação dos indicadores relativos à covid-19.

Quer ajudar a fazer o boletim covid-19 do Jacaré? Mande sua dúvida que vamos responder

Há muitas dúvidas sobre a pandemia e vamos buscar respostas oficiais para os leitores de O Jacaré. Para participar basta mandar uma mensagem para o e-mail sandraluz.ojacare@gmail.com que vamos buscar os canais competentes para oferecer a resposta. As perguntas podem ser enviadas até a manhã de quinta-feira. Alertamos que não serão consideradas ofensas aos nossos colaboradores e jornalistas. Ameaças serão devidamente reportadas às autoridades.