Gerson Claro é conduzido para prestar depoimento e foi um dos 12 com mandado de prisão expedido pela Justiça (Foto: Midiamax)

A cúpula do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) foi presa, na manhã desta terça-feira, na Operação Antivírus, comandada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Dono e o funcionário da Digix também foram detidos e encaminhados para exame de corpo de delito.

O juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, determinou a prisão preventiva de nove pessoas e a temporária de outras três. Ele acatou pedido do Gaeco, que apura os crimes corrupção passiva e ativa, peculato, fraude em licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro no Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

Rigo é preso em operação contra corrupção no Detran

Entre os detidos está toda a cúpula do Detran: o presidente Gerson Claro Dino, o diretor de Administração e Finanças, Celso Braz, o diretor de Tecnologia da Informação, Gerson Tomi, e o chefe de Divisão Orçamentária e Finaceira, Érico Mendonça.

O dono da DigithoBrasil, Jonas Schimidt das Neves, e o funcionária da empresa, Claudinei Martins, também foram presos e encaminhados ao Gaeco. O empresário, segundo o advogado Ronaldo Franco, foi preso temporariamente.

Ele explicou que os motivos da prisão ainda não foram explicados, principalmente, porque a empresa não tem contratos com o Detran.

A ligação com a empresa também teria sido um dos motivos para a decretação da prisão temporária do ex-deputado Ary Rigo (PSDB), que foi presidente e primeiro secretário da Assembleia Legislativa.

Outro com mandado de prisão seria o empresário João Roberto Baird, o Bil Gates Pantaneiro, que tem contratos milionários com o órgão, mas está viajando, segundo o jornal Midiamax.

No total, a operação cumpriu 29 mandados de busca e apreensão. Todos os diretores do Detran acompanharam a operação na sede do órgão, na saída para Rochedo, na manhã desta terça-feira.

Claro admitiu que os contratos com as empresas de informática são alvos da investigação. Neste ano, os maiores pagamentos foram feitos a ICE Cartões (R$ 1,7 milhão) e PSG Tecnologia Aplicada (R$ 1,79 milhão).