Apesar de ações na Justiça, Nelsinho aposta em ser alternativa para o Senado em 2018 (Foto: Arquivo/Reprodução)

O ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PTB), tem 72 horas para quitar a dívida de R$ 1,893 milhão com a VCA Produções,que realizou os programas de TV e rádio na disputa do Governo em 2014. A determinação é do juiz Zidiel Infantino Coutinho, da 5ª Vara Cível de Campo Grande, que ainda determinou o pagamento de 10% de honorários advocatícios, ou seja, mais R$ 189,3 mil.

O único e principal problema desta história é que Trad está com todos os bens bloqueados pela Justiça. Ele vive drama semelhante ao enfrentado pelo ex-aliado, o ex-governador André Puccinelli (PMDB), que se viu em apuros com a decisão da Justiça Federal sobre pagamento de fiança de R$ 1 milhão para não ter a prisão preventiva decretada.

O Jacaré falou da dívida em abril

Conforme o despacho do magistrado, Nelsinho tem três dias úteis para pagar o débito. Caso tenha condições, o valor do honorário poderá ser reduzido em 50% se for pago à vista. A outra opção é que ingressar com embargo para propor o parcelamento da dívida, que poderá ser feito em seis vezes e com o depósito mínimo de 30% do valor.

Em campanha para as eleições de 2018, com o apoio do irmão, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), Nelsinho ainda é assombrado pela campanha a governador pelo PMDB.

A VCA Produções executa a nota promissória de R$ 1,2 milhão, de 30 de dezembro de 2014. Nelsinho não reconhece a dívida como sua, porque o valor deveria ser pago pelo PMDB, seu partido anterior. O valor corrigido chegou a R$ 1,893 milhão.

Em 2014, Nelsinho pagou R$ 1,8 milhão para a VCA produzir o programa eleitoral. No entanto, naquela disputa, ele ficou em terceiro lugar.

Aliás, a última campanha foi a que o eleitor vai pedir para esquecer. O vencedor, Reinaldo Azambuja (PSDB), é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal com base em delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, de que teria cobrado R$ 38,4 milhões em propinas para conceder benefícios fiscais.

O segundo colocado, Delcídio do Amaral, foi preso no exercício de mandato de senador, cassado e responde a vários inquéritos por corrupção no âmbito da Lava Jato.

Nelsinho, que ficou em terceiro, é alvo de várias ações por corrupção e está com os bens bloqueados. Em uma ação, que indisponibilizou seus bens, ele é acusado de fraude na operação tapa buraco.

O ex-prefeito pretende disputar o Senado em 2018 e aposta ser o candidato do PTB. Ele vem percorrendo os municípios do interior e até vem representando o irmão em eventos da prefeitura da Capital.

Cobrança é improcedente, destaca ex-prefeito

Sobre a dívida, como já foi destacado acima, Nelsinho refuta que seja de sua responsabilidade e aguarda que o débito seja quitado pelo PMDB.

“Não tenho conhecimento desta ação e sequer fui intimado. Assim que tiver conhecimento do objeto da ação, provarei que ela é improcedente e destituída de boa-fé”, destacou, em nota enviada no início da tarde desta quarta-feira.