Ex-prefeito está sendo alvo de ação por causa de dívida milionária (Foto: Campo Grande News)

O ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, já está em campanha para disputar uma das duas vagas de senador em 2018, mas ainda não quitou todos os débitos referentes a última campanha. A VCA Produções, que foi responsável pelo programa de TV e rádio na disputa do Governo há dois anos, recorreu à Justiça para cobrar dívida milionária do presidente regional do PTB.

No dia 23 de março deste ano, a empresa, com sede em São Paulo, ingressou com ação para executar a nota promissória no valor de R$ 1,2 milhão de 30 de dezembro de 2014. Irmão do prefeito Marquinhos Trad (PSD), ele vem se recusando a quitar o débito.

Sem outra alternativa, a VCA corrigiu o valor para R$ 1,4 milhão e aplicou os juros de 1% ao mês para chegar ao montante cobrado na Justiça: R$ 1,893 milhão. Em caso de negativa do então candidato a governador, o ação pede o bloqueio dos bens de Trad para garantir o pagamento da dívida.

A VCA Produções recebeu R$ 1,8 milhão em 2014 para fazer os programas de TV, de rádio e vídeos da campanha de Nelsinho ao Governo, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Apesar do montante gasto, ele ficou em terceiro na disputa.

Nelsinho não se abate com a dívida. Em entrevista ao Campo Grande News, o dia 22 de março deste ano, o ex-prefeito admitiu que cogita disputar o Senado. Ele pretende percorrer o Estado para reestruturar o PTB e deixá-lo pronto para ter candidatos ao Governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

Com uma campanha vitoriosa, já que conseguiu ser vereador, deputado estadual e prefeito por duas vezes, Trad deixou o PMDB para ter mais autonomia em outro partido. Ele atribui o fiasco da última campanha ao ex-governador André Puccinelli (PMDB), que teria feito corpo mole.

No entanto, o desgaste de Nelsinho começou em 2012, quando não conseguiu, junto com André, fazer do então prestigiado e poderoso deputado federal Edson Giroto o seu sucessor na prefeitura.

Dívida de campanha para o governo não é um problema restrito a Nelsinho. Delcídio do Amaral, então no PT, também deixou dívidas, que acabaram levando ao bloqueio das contas do PT.

Por meio da assessoria, Nelsinho negou ser o responsável direto pela dívida. Ele reafirmou que “o partido ao qual pertencia era o responsável por administrar os recursos das doações e despesas da campanha de 2014”. O partido, no caso, era o PMDB.