A Prefeitura de Campo Grande oficializou a contratação da Engevil Engenharia Ltda para concluir a polêmica obra do corredor do transporte coletivo da Avenida Marechal Deodoro, parada há quatro anos. A conclusão do trecho entre os terminais Aero Rancho e Bandeirantes via custar R$ 9,638 milhões.
Conforme o contrato, assinado entre o secretário municipal de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, e o representante da empresa, Luciano Marques Teixeira. A obra deverá ser concluída em 360 dias.
Veja mais:
Prefeitura retoma corredor de ônibus e conclusão da Marechal Deodoro custará R$ 10,4 milhões
Fila de 68 mil, espera de 12 anos, falta de leitos … doentes apelam a fé para sobreviver ao caos
Desemprego, fome e sem casa, o drama de 46 mil famílias que vivem em 61 favelas na Capital
O corredor deverá reduzir para duas faixas o tráfego de veículos em cada sentido e ainda levar a retirada de todas as árvores do canteiro das avenidas Marechal Deodoro e Günter Hans. Os pontos de ônibus já causaram muitos acidentes, inclusive a morte de um adolescente de 16 anos.
O corredor do transporte coletivo conta com R$ 120 milhões do Governo Federal e o dinheiro está no caixa da prefeitura desde 2017. No entanto, a obra começou na gestão de Alcides Bernal (PP), que contratou o Exército para realizar o corredor entre a Avenida Afonso Pena e o Terminal Bandeirantes.
Os militares só executaram o trecho que compreende as ruas Guia Lopes e Brilhante e abandonaram o restante. A prefeitura contratou uma nova empresa, ainda na gestão de Marquinhos, mas as obras não foram concluídas.
Adriane Lopes assumiu o mandato em abril de 2022 e manteve as obras paradas. Na campanha eleitoral, o corredor do transporte coletivo causou polêmica. O candidato do PSDB, Beto Pereira, ameaçou destruir os pontos de ônibus com picareta. Rose Modesto (União Brasil) prometeu rever o projeto, enquanto Adriane prometeu conclui-lo.
Com a conclusão, a prefeita dará prioridade ao transporte coletivo. O projeto prevê que a velocidade dos ônibus poderá ser 25% mais rápida.