Com a saída de Zeca, disputa segue embolada com quatro candidatos com chances de chegar ao segundo turno, segundo o Instituto Ranking (Foto: Arquivo)

Pesquisa do Instituto Ranking Brasil mostra que a disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul deve ser acirrada com André Puccinelli (MDB), Rose Modesto (União Brasil), Marquinhos Trad (PSD) e Eduardo Riedel (PSDB) com chances de chegar ao segundo turno. O emedebista lidera todos os cenários, mas se estabilizou e vê o posto ser ameaçado pela deputada federal e pelo ex-prefeito da Capital.

O levantamento foi realizado de 5 a 9 de abril deste ano com 3 mil eleitores e tem margem de erro de 1,8% para mais ou menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com os números MS-09921/2022 e MS-04569/2022. A comparação ocorre com a anterior, realizada no final de fevereiro deste ano.

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A pesquisa da Ranking não excluiu o ex-governador Zeca do PT, que desistiu da disputa em decorrência de estar inelegível. No entanto, não pega um quadro real ao não incluir a provável candidata do PT ao Governo, a advogada Giselle Marques, que deve ser oficializada nesta semana, conforme o deputado federal Vander Loubet (PT).

No principal cenário, sem a candidata petista, André lidera com 22,5%, seguido por Rose com 20,1%, por Marquinhos com 17,4%, Riedel com 16,2% e por Capitão Contar (PRTB) com 2,70%. O deputado estadual estava filiado ao PL, mas acabou rifado pelos conchavos, e para não deixar Jair Bolsonaro (PL) sem palanque, ele se filou, em menos de 10 dias no novo partido, no PRTB.

No segundo cenário, que inclui Zeca, André ficou estável, com 21,1%, mesmo percentual obtido em fevereiro. Já Rose passou de 17,30% para 18,4% no período e está em empate técnico com o ex-governador. O ex-prefeito da Capital também ficou estável, com 15,30%, contra 15,5% há dois meses. Marquinhos empata tecnicamente com a deputada do União Brasil.

O candidato tucano passou de 13% para 14,2%, oscilando dentro de margem de erro, mas mantendo a tendência de crescimento, segundo o instituto. Capitão Contar saltou de 1% para 2,4% no período. O percentual de eleitores indecisos e que votaram nulo ou branco passou de 19% para 21,6%.

No cenário sem nenhum nome do PT, o ex-governador do MDB tem 22,5%, contra 20,1% de Rose, 17,4% de Marquinhos, 16,2% de Eduardo Riedel e 2,70% do deputado estadual.

Em outro cenário, com quatro candidatos, André caiu de 25,2% para 23,1%, enquanto Rose passou de 20,3% para 21,3%. Marquinhos Trad passou de 18,4% para 18,6%, enquanto o ex-secretário estadual de Infraestrutura foi de 15,1% para 17%. Todas as oscilações ocorreram dentro da margem de erro.

No cenário hipotético com apenas três nomes, André teria 28,5%, seguido pelo ex-prefeito da Capital com 25,2% e Eduardo Riedel com 24,7%.

No caso de apenas três nomes, Puccinelli tem 28,5%, Marquinhos 25,2% e Riedel 24,7%. Os três estão tecnicamente empatados, considerando-se a pesquisa do Instituto Ranking.

O levantamento sinaliza a força dos candidatos no momento, mas a situação pode mudar nos próximos dias com a entrada de Giselle Marques pelo PT e com o início da campanha de Contar como o nome de Bolsonaro.