Disputa por uma vaga no segundo turno deve ser acirrada nas eleições deste ano (Foto: Arquivo)

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), e o secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel (PSDB), subiram em nova pesquisa e devem promover acirrada disputa por vaga no 2º turno com o ex-governador André Puccinelli (MDB) e a deputada federal Rose Modesto (PSDB). O emedebista mantém a liderança, mas vê a vantagem cair sobre os adversários.

A constatação é da pesquisa do Instituto Ranking Brasil com 3 mil eleitores em 30 cidades entre os dias 21 e 26 de fevereiro deste ano. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral com os números MS-01590/2022 e BR-052741/2022, a sondagem é a primeira registrada sobre a sucessão de Reinaldo Azambuja (PSDB) em Mato Grosso do Sul. A margem de erro é de 1,8%.

Veja mais:

André lidera, Rose e Marquinhos empatam e Riedel fica de fora do 2º turno, diz Ranking

Marquinhos supera André e Riedel fica em último lugar na disputa do Governo, diz IPR

Ranking: André e Rose sobem em pesquisa, Riedel patina em 4º e bolsonaristas não empolgam

No primeiro cenário, André lidera com 21,10%, seguido por Rose com 17,30%, Marquinhos com 15,5%, Riedel com 13%, o ex-governador Zeca do PT com 8,3%, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PSD) com 3,2%, o deputado estadual João Henrique Catan (PL) com 1,6% e Capitão Contar (PSL) com 1%. Brancos, nulos e indecisos somam 19%.

Puccinelli manteve o crescimento, mas em ritmo menor. O emedebista tinha 10,3% em junho e saltou para 18,2% em setembro. No final de dezembro, ele tinha 21,30% e se manteve estável nos últimos dois meses, ao permanecer com 21,1%.

Rose tinha 7,5%, passou para 12,3% em setembro. No final do ano passado, a tucana tinha 15,5% e, agora, está com 17,3%. A oscilação para cima é dentro da margem de erro, mas mantém a curva ascendente.

Conforme a Ranking, Marquinhos teve o maior crescimento entre os principais cotados para disputar o Governo nas eleições deste ano. O prefeito da Capital tinha 2,3% em junho e chegou a 5,5% em setembro. Em dezembro, ele chegou a 14,1%.

Em cinco meses, o prefeito da Capital triplicou a intenção de voto e chegou a 15,5%, empatando com a deputada na margem de erro. O levantamento incluiu ainda o juiz Odilon, que é do mesmo partido do prefeito e teve 3,2%.

Impulsionando pelo Governo do Estado e incensado pelos sites, jornais e meios de comunicação regionais, Eduardo Riedel segue em 4º lugar. No entanto, o tucano passou de 4,2% em junho para 6,7% em setembro. Em dezembro tinha 9,2%. No mesmo período, ele quase dobrou as intenções de voto, chegando a 13%.

No segundo cenário, de acordo com o Ranking, André fica com 25,2%, Rose com 20,3%, Marquinhos com 18,4% e Eduardo Riedel com 15,1%. Os indecisos, nulos e brancos somam 21%. Na pesquisa anterior, o mesmo cenário contava com o senador Nelsinho Trad (PSD), que desistiu da disputa no início do ano passado.

Os deputados bolsonaristas ainda não empolgaram o eleitorado sul-mato-grossense. Contar ficou com 1%, enquanto João Henrique 1,6%. Eles não conseguiram pegar carona na popularidade do presidente no Estado.

Na espontânea, a colocação dos candidatos se repete. Puccinelli lidera com 16,1%, mostrando uma consolidação dos votos no emedebista. Rose tem 11,6%¨, seguida por Marquinhos com 10% e Riedel com 7,5%. Zeca do PT tem 6,3%, Odilon 2,5%, Contar 0,70% e João Henrique 0,60%. Beto Figueiró (PRTB) é citado por 0,2%).

Governador do Estado por dois mandatos, Zeca do PT é o mais rejeitado, por 30,2%. O índice é alta, mas não é um obstáculo para quem deseja ser governador. André é o 2º mais rejeitado, mas também é um índice baixo, de 17%. Marquinhos tem a ojeriza de 14,5% dos eleitores. Riedel é rejeitado por 2%.

A pesquisa testa os nomes cotados, mas falha ao incluir candidatos do mesmo partido no mesmo disco, como é o caso de Marquinhos e Odilon e de Catan e Contar. A disputa ainda depende de alguns ingredientes.

Marquinhos se mantém firme como pré-candidato, mas tem até o dia 2 de abril para renunciar ao cargo de prefeito. Riedel também tem o mesmo prazo para decidir se continua na disputa ou o PSDB lança outro nome. Rose deve trocar o PSDB pelo União Brasil no mesmo período.

rime