Nelsinho foi o único senador de MS a votar a favor da derrubada do veto de Bolsonaro e elevar o gasto com a campanha eleitoral de R$ 2,1 bilhões para R$ 5,7 bilhões em 2022 (Foto: Arquivo)

O senador Nelsinho Trad (PSD) foi o único voto de Mato Grosso do Sul pela derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao aumento de 171% no Fundo Eleitoral Especial, o fundão, de R$ 2,1 bilhões para R$ 5,7 bilhões. As senadores Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (PSL) não participaram da votação.

O veto foi derrubado pela Câmara por 317 votos a favor e 146 contra, enquanto no Senado o placar foi de 53 a 21. No afogadilho para encerrar o ano legislativo e com os eleitores preocupados com as festas de fim de ano, a maioria dos parlamentares votou sem temer polêmica e desgaste eleitoral por causa do aumento no gasto com a campanha eleitoral no próximo ano.

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O aumento do fundo eleitoral estava previsto na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). A proposta causou polêmica e muitos deputados passaram dias se explicando para a população, como Rose Modesto PSDB), que cogita ser candidata a governadora, e Dr. Luiz Ovando (PSL), que tinha sido eleito prometendo não repetir a atuação da velha política.

A derrubada do veto fio articulada pela base de Bolsonaro e pelos partidos de oposição no Congresso Nacional. Dos oito deputados federais, quatro votaram pela manutenção do veto presidencial e do valor de R$ 2,1 bilhões: Fábio Trad (PSD), Loester Trutis (PSL), Rose Modesto (PSDB) e Dr. Luiz Ovando.

Apenas três deputados votaram a favor do aumento de 171%, enquanto falta dinheiro para outras áreas, como aumento do piso nacional do magistério: Beto Pereira (PSDB), Vander Loubet (PT) e Dagoberto Nogueira (PDT).

A deputada Bia Cavassa (PSDB) votou a favor do aumento na primeira vez. No entanto, a tucana não participou da votação sobre o veto.

No Senado, Simone e Soraya já tinham votado contra o aumento de R$ 2,1 bilhões para R$ 5,7 bilhões do fundão. Nesta sexta-feira (17), elas não participaram da votação.

Nelsinho não é candidato a nada em 2022 e acompanhou o partido para derrubar o veto de Bolsonaro e ajudar a elevar o gasto com a campanha eleitoral.