Fábio, Dr. Luiz Ovando, Loester e Rose votaram pela manutenção do veto e pelo fundo de R$ 2,1 bilhões nas eleições de 2022 (Foto: Arquivo)

Três dos oito deputados federais de Mato Grosso do Sul – Beto Pereira (PSDB), Dagoberto Nogueira (PDT) e Vander Loubet (PT) – ajudaram a derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro (PL) e voltaram a ressuscitar o Fundo Especial Eleitoral de R$ 5,7 bilhões para as eleições de 2022. Quatro deputados estaduais votaram pela manutenção do veto, o que significava o fundo de R$ 2,1 bilhões.

O derrubada do veto do presidente ao dispositivo da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que reduzia o fundão de R$ 5,7 bilhões para R$ 2,1 bilhões, foi articulada em regime de urgência e teve votos da base aliada e de partidos de oposição. O Senado ratificou a decisão dos deputados e o veto foi derrubado.

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Os deputados Dr. Luiz Ovando (PSL) e Rose Modesto (PSDB) votaram pela manutenção do veto após não conseguirem explicar aos eleitores o voto a favor do fundo bilionário. Eles votaram a favor quando o aumento de 171% foi aprovado pela primeira vez. A tucana passou dias dando entrevistas para se explicar.

Além de ambos, Fábio Trad (PSD) e Loester Trutis (PSL) também votaram pela manutenção do fundo eleitoral de R$ 2,1 bilhões nas eleições do próximo ano, quando os eleitores vão às urnas escolher deputados estaduais, federais, governadores, um senador e o presidente da República.

A Câmara dos Deputados aprovou a derrubada do veto pelo placar de 317 a favor e 146 votos contra. No Senado, o veto caiu com o aval de 53 senadores, sendo que apenas 21 foram pela manutenção de gasto menor nas eleições.

A deputada federal Bia Cavassa (PSDB) aprovou o gasto bilionário nas eleições. A tucana não votou na sessão desta sexta-feira.

Rose Modesto preferiu fugir da polêmica e votou contra a derrubada do veto ao fundão de R$ 5,7 bilhões (Foto: Agência Câmara)