União Brasil deve retirar candidatura de Mandetta para apoiar Sergio Moro nas eleições de 2022 (Foto: Arquivo)

Nova pesquisa do PoderData mostra o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) atrás até do Cabo Daciolo (Brasil 35), polêmico candidato a presidente da República em 2018. Com o democrata patinando nas pesquisas, a União Brasil, que será criado com a fusão do DEM com o PSL, já cogita trocá-lo pela candidatura do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (Podemos).

Realizada com 2,5 mil eleitores por meio de ligações telefônicas entre os dias 22 e 24 deste mês, a pesquisa tem margem de erro de 2%. Conforme o levantamento, divulgado pelo site Poder 360, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 34%, seguido por Jair Bolsonaro (sem partido) com 29%, por Moro com 8%, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), com 7%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 5%, Mandetta com 3%, e Daciolo, com 2%.

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o presidenciável do Novo, Felipe D´Ávila, ficaram com zero. De acordo com a sondagem, 6% vão votar nulo ou em branco, enquanto 3% estariam indecisos.

No segundo cenário, Lula lidera com 36%, contra 27% de Bolsonaro. Ciro fica com 9%, seguido por Moro, com 8%, pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), com 5%, por Daciolo, com 3%, Mandetta com 2% e o senador Alessandro Vieira, com 1%|. Brancos e nulos somam 7%, enquanto 1% não sabem.

Mandetta tinha 4% na pesquisa realizada no mês passado, já com a inclusão do ex-juiz Sergio Moro. Além de não reagir nas pesquisas, o democrata vem encolhendo. O pífio desempenho de Mandetta levou as lideranças da União Brasil a optar pela candidatura de Moro. As lideranças apostam que o magistrado tem cacife para superar Bolsonaro e enfrentar Lula no segundo turno em 2022.

De acordo com o site Poder 360, Mandetta deverá abrir mão da disputa pela presidência da República nos próximos dias. Ele nem chegou a ter o nome incluído nas simulações de segundo turno.

A senadora Simone Tebet (MDB) também vem enfrentando o mesmo desgaste. O MDB cogitou lança-la oficialmente como candidata em agosto, mas adiou para depois da CPI da Covid do Senado. A investigação foi encerrada no mês passado e a emedebista segue na geladeira dos caciques do MDB.

A senadora já vem trabalhando para disputar a reeleição nas eleições de 2022. No entanto, com a ida do marido, o deputado estadual Eduardo Rocha para a Secretaria de Governo de Reinaldo Azambuja (PSDB), Simone vai ficar em uma saia justa.

O PSDB está praticamente fechado com a candidatura da ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina (DEM). A família Tebet vai ter mais dificuldades do que o previsto caso decida ir às eleições em duas canoas, com o marido na articulação política do PSDB e a esposa no barco de André Puccinelli (MDB).