Rejeição de Mandetta é alta entre os evangélicos por ter defendido o fechamento das igrejas no início da pandemia (Foto: Arquivo)

A rejeição do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), é alta entre os religiosos, principalmente, evangélicos, segundo a jornalista Thaís Oyama, colunista do Uol. Os evangélicos responsabilizam o democrata pelo fechamento das igrejas durante o auge da pandemia, antes da atividade ser considerada serviço essencial pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Além dele, a rejeição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também é alta entre os evangélicos. Pesquisa qualitativa do Instituto Ideia identificou a causa da ojeriza de parte dos fiéis praticantes contra os três presidenciáveis.

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No caso de Mandetta, conforme a jornalista, a sondagem apontou que a maior parte culpa o ex-ministro da Saúde pelo fechamento das igrejas. No início da pandemia, em março do ano passado, prefeitos e governadores seguiram a orientação de Mandetta e suspenderam cultos, grupos de oração e missas para evitar a propagação do coronavírus.

Na ocasião titular do Ministério da Saúde, o democrata defendia a medida. No entanto, após a reação dos evangélicos e de Bolsonaro, Mandetta mudou de opinião e passou a defender que a atividade religiosa era essencial para enfrentar a covid-19. A mudança de atitude não impediu que o ex-ministro ficasse marcado como o responsável pelo fechamento das igrejas.

O escândalo Gisa, ignorado pela jornalista e pela imprensa nacional, não causa estragos na imagem do ex-ministro da Saúde, que tem oscilado entre 2% e 5% nas pesquisas visando as eleições presidenciais de 2022. Mandetta é réu em duas ações por improbidade administrativa pelo desvio de R$ 8,2 milhões na implantação do sistema de modernização dos postos de saúde de Campo Grande, que acabou não funcionando e a prefeitura foi obrigada a devolver o dinheiro à União.

Já Eduardo Leite é rejeitado pelos evangélicos por ter se declarado o primeiro governador gay do País. Ele admitiu a opção sexual em entrevista a um programa de televisão. O gaúcho disputa prévia do PSDB para ser o candidato a presidente da República com o governador de São Paulo, João Doria, e com o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

Por outro lado, Lula é rejeitado por ser associado a defesa do aborto, a descriminalização das drogas e aos direitos LGBTQIA+.

Antes de mirar a rejeição entre os evangélicos, Mandetta precisa ganhar musculatura eleitoral para ser escolhido como candidato do União Brasil, partido a ser formado com a fusão entre o DEM e o PSL. Além dele, o grupo conta com a pré-candidatura do jornalista José Luiz Datena, que pretende trocar a apresentação do programa policial Brasil Urgente, da TV Band, pela disputa do Palácio do Planalto.

Outro concorrente de peso é o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM). De Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do País, o senador cogita ser candidato pelo PSD.

Mato Grosso do Sul pode ter outro candidato a presidente. A senadora Simone Tebet (MDB) vem se esforçando para viabilizar a sua candidatura, mas ainda não saiu de 2% nas pesquisas. O MDB cogita lança-la após o encerramento da CPI da Covid no Senado, prevista para a próxima semana. Inicialmente, o partido cogitou confirmar sua candidatura em agosto deste ano.