Jornalista de programa policial na Band disputa com Mandetta para ser candidato a presidente pelo partido que surgir da fusão do PSL com o DEM (Foto: Arquivo)

O apresentador do programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, José Luiz Datena (PSL), reduziu o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), que tenta ser candidato a presidente da República como representante da 3ª via. Para o jornalista, o médico campo-grandense “não tem potencial para ser nem a 4ª via” na eleição presidencial de 2022.

A crítica contundente de Datena, que disputa com Mandetta para ser o nome do partido a surgir da fusão do PSL com o Democratas, não foi o único revés do ex-ministro na maratona para se viabilizar como representante do grupo que conta com o ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PDT), o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (sem partido), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM).

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Nesta semana, ao falar sobre a fusão dos dois partidos, o presidente nacional do DEM, o ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, garantiu que a nova sigla lançará candidato para disputar a sucessão de Jair Bolsonaro (sem partido). No entanto, na longa entrevista dada à CBN, o democrata não citou o nome de Mandetta.

Outra péssima notícia para o ex-titular da Saúde na gestão de Bolsonaro foi de que os dois partidos vão liberar os filiados que quiserem apoiar a reeleição do presidente.

Em entrevista ao portal Uol, nesta quarta-feira (29), Datena minimizou o potencial político do médico sul-mato-grossense. “O Mandetta está falando toda hora como candidato. O Rodrigo (Pacheco) está na dele. Mas o Mandetta fica se lançando como candidato. Eu, sinceramente, não vejo com potencial, apesar de respeitar o Mandetta e o partido dele”, afirmou o jornalista.

“Agora, talvez um partido só eu não vejo o Mandetta como potencial nem para a quarta via, quanto mais à terceira via”, avaliou, considerando o ex-ministro sem musculatura para chegar às eleições como um dos favoritos à suceder Bolsonaro.

Apesar dos esforços do ex-ministro da Saúde, que até conta com o apoio dos grandes grupos brasileiros de comunicação, como a TV Globo. O democrata é sempre convidado para participar dos “debates” dos presidenciáveis da 3ª via. A Globo News promoveu um “debate”, mas sem convidar os favoritos nas pesquisas, como Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Como a legislação eleitoral só permite tratamento equânime no período da campanha, jornais, emissores de televisão e revistas têm se esforçado em encontrar uma opção a Lula e Bolsonaro. Os reputados jornalistas brasileiros nem mencionam que Mandetta é réu por improbidade no escândalo Gisa, como ficou conhecido o desvio milionário na saúde de Campo Grande.

Datena ficou com 4% na pesquisa do Datafolha, enquanto Mandetta apareceu oscilando entre 1% e 3%. Pacheco surgiu com 1%. O Ipec, sucessor do Ibope, também repetiu o cenário, com o jornalista na frente do ex-ministro e do senador Pacheco.

“Duvido que eu perca para o Pacheco e para o Mandetta em termos de pesquisa. Em pesquisa série, eu não perderia para o Pacheco nem para o Mandetta”, gabou-se Datena, confiante de que o PSL e o DEM cumprirão o acordo de apoiar o nome que tiver na frente nas pesquisas em 2022.