Ministra vale por dez ministros, conforme declaração de presidente (Foto: Arquivo)

A ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, voltou a ser a “bola da vez” para ser candidata a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. Ela substituiria o atual vice-presidente, general Hamilton Mourão, que passou a ser considerado inimigo pelo presidente.

De acordo com o site O Antagonista, a sul-mato-grossense passou a ser considerada o nome ideal para o cargo. Ela tem o apoio da Frente Parlamentar do Agronegócio, do qual foi presidente, e tem a simpatia de empresários.

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Bolsonaro não poupa elogios a ministra. “É uma pessoa fantástica. Eu a chamo de pequena grande mulher”, derrete-se o capitão da reserva. Ele até exagera ao afirmar que Tereza Cristina vale por dez ministros.

Engenheira agrônoma iniciou na política como secretária estadual de Produção nos dois mandatos de André Puccinelli (MDB). Quando foi nomeada para o cargo por Bolsonaro, ela tinha uma pendenga judicial com o grupo JBS. Pecuarista, ela não teria honrado acordo de arrendamento feito com o grupo e acabou sendo executada na Justiça.

Logo após assumir o cargo de ministra da Agricultura, Tereza Cristina fez acordo e quitou o débito de R$ 6,1 milhões. Em seguida, houve a polêmica em que destacou que ninguém passava fome em Campo Grande porque a cidade tinha muita manga.

De acordo com a revista Veja, um dos empecilhos para formar chapa com Bolsonaro pode ser a boa relação com a China, maior comprador de produtos brasileiros. O gigante asiático não é bem visto pelos seguidores do presidente da República.

Tereza Cristina é mais um nome de Mato Grosso do Sul em alta no cenário nacional. A senadora Simone Tebet (MDB) pode ser confirmada como pré-candidata a presidente da República neste mês. O ex-presidente Michel Temer vem articulando lançar a sul-mato-grossense para impedir que a sigla apoie a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Outro cotado de MS é o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM). Embalado pela exposição das ações de combate à pandemia, o democrata quer ser candidato a presidente como representante da 3ª via, como vem sendo chamada a articulação feita para ser opção a Bolsonaro e Lula em 2022.

O primeiro e único sul-mato-grossense que ocupou o Palácio do Planalto foi Jânio Quadros, natural de Campo Grande. No entanto, ele acabou fazendo carreira política em São Paulo, onde foi prefeito e governador. Quadros acabou renunciando ao mandato de presidente oito meses após tomar posse.