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Epidemia de obesidade mórbida infantil é grave, mas não é tratada com a seriedade necessária

A pandemia da covid-19 está elevando outro problema de saúde pública no Brasil, a obesidade mórbida infantil. Isso está acontecendo porque as medidas sanitárias necessárias para conter a circulação do vírus causador da doença implicam, especialmente, na circulação e as crianças foram obrigadas a trocar o amplo espaço escolar pelo restrito ambiente da casa.

Embora haja certeza de que a obesidade mórbida infantil só piorou na pandemia, ainda não há dados que revelem a amplitude do problema. A explicação é do médico Sandro Benitez, vereador pelo Patriotas, que já coordenou um programa de redução da obesidade infantil no Hospital Regional de Campo Grande. “O aumento do sobrepeso e da obesidade preocupa também pelas doenças associadas, como o diabetes e o colesterol. Não temos os dados do ano passado e, com a pandemia, sabemos que os números são maiores”.

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Além da falta de vigilância no Brasil, também não estão disponíveis programas públicos ou privados que visem a redução da obesidade infantil, explicou o médico. “O problema é que não há um programa nem em nível federal, estadual ou municipal. E estamos, cada vez mais, sedentários. Ficamos dependentes do carro e do celular. Por isso, o maior problema nem é a obesidade, mas o sedentarismo”.

E apenas o envolvimento do poder público pode melhorar o cenário, já que, conforme a OMS (Organização Mundial de Saúde), a obesidade mórbida infantil é um reflexo de questões políticas, econômicas, sociais e culturais. A estimativa da entidade é de que existem cerca de 224 milhões de crianças em idade escolar classificadas como obesas mórbidas.

De acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), a dieta infantil está baseada no consumo de alimentos processados, ao invés de frutas e verduras. Em consequência, há o risco de diabetes, dificuldades respiratórias, hipertensão, doenças cardiovasculares, fraturas e câncer. Para além dos efeitos físicos, a obesidade reflete na saúde mental, revelados nos problemas de autoestima, isolamento social e transtornos alimentares.

Ainda de acordo com a Fiocruz, no Brasil, o sobrepeso é a realidade de 16,33% das crianças com idade de cinco a dez anos. Já a obesidade atinge 8,38% e 5,22% têm obesidade grave.

Mudar o quadro, contudo, depende de algo cada vez mais raro para a maioria das crianças: brincar ao ar livre. Sandro Benitez ressalta que, sempre que possível, a família pode criar situações que contribuam para a mobilidade dos pequenos. “Eu, por exemplo, nado com o meu filho e ficamos esperando o dia em que isso acontece”. O médico rechaça a ideia de dicas, porque, na avaliação dele, elas não funcionam e dependem da realidade de cada criança.

Eurocopa terá experimento móvel de como tratar a pandemia da covid-19 em esportes coletivos

Vai começar no dia 11 de junho a 16.ª edição da Eurocopa, o campeonato europeu de futebol, que vai reunir 24 equipes. A disputa vai ocorrer em 11 grandes cidades e, para manter os jogos, a UEFA anunciou uma série de medidas para preservar jogadores e o público. Por definição, só poderão entrar no estádio torcedores que estiverem vacinados ou que tenham testado negativo para a covid-19 horas antes do jogo escolhido.

Confira todos os protocolos instituídos pela UEFA:

Aumentar o tamanho das equipes de 23 para 26 jogadores

Os estádios terão um número limitado de torcedores e todos serão testados previamente]

A saúde das equipes e dos trabalhadores que dão suporte aos jogadores será monitorada durante o trânsito entre as cidades

Torcedores que viajarem para acompanhar os jogos terão que fazer quarentena por dez dias antes da disputa.

A liberação dos torcedores só vai ocorrer após a apresentação de um teste negativo para a covid-19 feito até 8 horas antes do jogo para o qual tem o ingresso

Dica O Jacaré para a sua saúde:

O sistema de saúde australiano está reforçando a recomendação de utilizar animais de estimação como indutores para a recuperação de doentes com transtorno mental grave. De acordo com o departamento da Austrália, está comprovado o estímulo dos hormônios oxitocina e dopamina e endorfinas nos doentes que passam a conviver com animais de estimação.

Além da saúde mental, os animais ajudam na melhoria do estilo de vida, em especial os cães, porque contribuem para o estímulo do exercício e ajudam a melhorar os padrões de sono. Ter um animal ajuda a contribuir para o senso de responsabilidade do ser humano, situação que impacta diretamente na autopreservação.

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Quem desejar contribuir para o nosso boletim pode entrar em contato pelo e-mail: boletinsojacare@gmail.com.

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Publicado por
Sandra Luz, de Portugal

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