Com perspectiva de passar vários anos na cadeia e abandonado por aliados, Olarte vai falar o que no interrogatório de sexta-feira (Foto: Arquivo)

A prisão de Gilmar Olarte (sem partido), no dia 5 deste mês para cumprir a sentença de oito anos e quatro meses em regime fechado, elevou o clima de tensão no julgamento da Operação Coffee Break, que começa na terça-feira (18). Há um suspense com o teor do depoimento do ex-prefeito da Capital, abandonado pelos aliados e com perspectiva de passar alguns anos no presídio.

Olarte será interrogado na próxima sexta-feira (21), a partir das 14h, no mesmo horário do secretário estadual adjunto de Cultura e Cidadania, Eduardo Romero. Os vereadores João Rocha (PSDB) e Otávio Trad (PSD) vão a interrogatório no mesmo dia, a partir das 14h.

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O histórico julgamento por improbidade administrativa, conduzido pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, começa com o ex-governador André Puccinelli (MDB) e o dono do Midiamax, Carlos Eduardo Naegele. A denúncia criminal tramita em sigilo na 6ª Vara Criminal de Campo Grande, do juiz Márcio Alexandre Wust.

De acordo com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), os supostos integrantes da organização criminosa articularam a cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP) para atender os interesses particulares na Prefeitura de Campo Grande. Olarte acabou se beneficiando com a articulação e virou prefeito por um ano e cinco meses para cumprir os acordos.

O juiz vai interrogar os réus até a próxima segunda-feira (24), quando ouvirá o vereador Jamal Salem (MDB), que foi secretário municipal de Saúde de Olarte, e o ex-prefeito e atual senador da República, Nelsinho Trad (PSD).

O depoimento das testemunhas de acusação ocorrerá de 25 de maio a 1º de junho, enquanto a defesa será ouvida até o dia 21. Duas testemunhas têm prerrogativa de foro especial e poderão agendar os depoimentos até o dia 22 de junho deste ano, a deputada federal Rose Modesto (PSDB) e o deputado estadual Antônio Vaz (Republicanos). Caso não agendem, eles serão intimados a depor na tarde do dia 22. A sentença poderá sair até o fim do ano.