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Vinicius e nome do PT devem acirrar disputa pela sucessão de Reinaldo em 2022

Vinicius Siqueira trocou o PSL pelo PROS e pode disputar o Governo em 2022 (Foto: Arquivo)

Mais dois nomes devem surgir na disputa do Governo do Estado em 2022. Candidato a prefeito da Capital no ano passado, o ex-vereador Vinicius Siqueira deixou o PSL e pode disputar a sucessão de Reinaldo Azambuja (PSDB) pelo PROS. Já o PT ensaia uma rebelião interna contra acordo defendido pelo ex-governador Zeca do PT e não quebrar a tradição de lançar candidato próprio, iniciada desde a volta do voto direto para governador em 1982.

O cenário para 2022 começa a ficar definido com as pré-candidaturas da senadora Soraya Thronicke (PSL), do secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel, e do senador Nelsinho Trad (PSD).

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O MDB já decidiu que terá candidato próprio. No entanto, a sigla ainda segue em dúvida entre André Puccinelli e a senadora Simone Tebet. Liderança com maior projeção e principal estrela do partido, o ex-governador tem como principal obstáculo as denúncias de corrupção na Operação Lama Asfáltica. Dificilmente, Puccinelli será condenado em primeira e segunda instância antes de outubro de 2022. Isso significa que continuará com a ficha limpa e elegível.

Simone está no final do mandato de senadora e pode trocar a reeleição, considerada difícil dependendo do cenário, para se projetar visando o futuro, como ser candidata a prefeita de Campo Grande em 2024.

O atual cenário de 2022 ainda é aberto e sem nenhum favorito. Riedel aposta na máquina do Governo para chegar ao segundo turno e quebrar o tabu de nenhum partido ter emplacado três governos sucessivos em Mato Grosso do Sul. Além das denúncias de corrupção contra a gestão de Reinaldo Azambuja, o tucano ainda vai enfrentar o desgaste do aumento da carga tributária e da crise causada pela pandemia da covid-19.

O novo nome na disputa é do ex-vereador Vinicius Siqueira. No ano passado, na disputa da Prefeitura de Campo Grande, ele ficou em 4º lugar, contabilizando-se os votos do procurador Sérgio Harfouche (Avante). Apesar da disputa interna no partido, patrocinada pelo deputado federal Loester Trutis, o ex-vereador teve uma votação expressiva e atraiu a atenção do PROS. O partido lhe deu a presidência no Estado e carta branca para comandar as negociações visando a sucessão estadual.

Outro nome pode surgir do PT, que não digeriu bem a sugestão de Zeca de apoiar Nelsinho Trad ou o candidato do PSDB em troca de um palanque forte para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado. O médico Ronaldo Costa avalia que o partido tem nomes expressivos, inclusive o próprio Zeca, o deputado estadual Pedro Kemp (PT), que ficou em 3º na disputa da prefeitura da Capital, o ex-vice-governador Egon Krakhecke e o ex-prefeito de Mundo Novo, Humberto Amaducci.

Na avaliação de Costa, que também foi citado como um dos pré-candidatos a governado pelo Campo Grande, o PT não pode ficar sem lançar candidato a governador no primeiro turno. Desde 1982, quando a população voltou a escolher os governadores, a sigla lança candidato próprio ao Governo do Estado.

A ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina (DEM), também pode disputar o Governo, mas ela sempre aparece mais cotada ao Senado em aliança com o PSDB. No caso, faria dobradinha com Eduardo Riedel.

Nelsinho Trad vem articulando nos bastidores para disputar o Governo pela segunda vez. Em 2014, ainda no MDB, ele ficou em 3º na disputa polarizada entre Reinaldo Azambuja e Delcídio do Amaral, pelo PT. Caso o senador não consiga viabilizar, o PSD ainda conta com a possibilidade de lançar o prefeito Marquinhos Trad, reeleito no primeiro turno no ano passado.

No ano passado, Marquinhos repetiu a dobradinha com Adriane Lopes (Patri) como sinalização de que não pretendia deixar a prefeitura no meio do mandato. Uma das hipóteses é concluir as obras já lançadas, como o Reviva Centro 2, os corredores do transporte coletivo e a revitalização da Avenida Ernesto Geisel para ganhar musculatura na disputa do Governo em 2026.

O cenário ainda é confuso, principalmente com a falta de definição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ele deverá contar com um candidato competitivo no Estado assim que definir o seu destino para disputar a reeleição em 2022.

Outra incógnita é a candidatura da deputada federal Rose Modesto, de malas prontas para trocar o PSDB pelo Podemos em 2022. Caso se confirme, ela poderá enfrentar o candidato tucano para tentar suceder Reinaldo.

Harfouche também poderá disputar o Governo em 2022 caso resolve o imbróglio que o tirou da disputa da prefeitura no ano passado.

Médico Ronaldo Costa defende candidato próprio do PT e aliança só no segundo turno (Foto: Arquivo)
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Publicado por
Edivaldo Bitencourt

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