Major Carvalho seria dono desta fortuna encontrada em van em Lisboa: 73 milhões de reais (Foto: Reprodução)

A Polícia Judiciária de Portugal suspeita que o policial militar aposentado Sérgio Roberto Carvalho, o major Carvalho, comprou uma empresa aérea para fugir para a Ucrânia. Apontado como um dos maiores narcotraficantes em atividade, que teria traficado mais de R$ 2,2 bilhões em drogas, ele ganhou fama de “Escobar brasileiro”, em alusão ao famoso colombiano Pablo Escobar.

De acordo com o jornalista Jomar Jozino, do Uol, Carvalho adquiriu a Airjetsul, companhia aérea que operava a partir de Cascais, em Portugal, e era usada para enviar droga para toda a Europa e África. Caçado pela Polícia Federal, Interpol e polícia portuguesa, ele teria fugido em um jatinho para Kiev, na Ucrânia.

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A fama internacional de major Carvalho o põe na galeria dos maiores narcotraficantes do mundo. Preso nos anos 90 com cocaína em Mato Grosso do Sul e ex-comandante da Companhia de Polícia de Trânsito de Campo Grande, ele ainda é aposentado da PM. No início do mês, a Ageprev suspendeu o pagamento de aposentadoria após exigir prova de vida do narcotraficante.

Carvalho é alvo da Operação Enterprise, da Polícia Federal,  que apura o envio de 45 toneladas de cocaína em navios  para a Europa. Ele é apontado como o dono de 11 milhões de euros, o equivalente a R$ 73 milhões, que foram encontrados em uma van em Lisboa. A Polícia Judiciária de Portugal dá como certa que a fortuna pertencia ao major.

Ele também é apontado como dono de mansão avaliada em 2,2 milhões de euros no balneário de Andaluzia, um dos mais belos e caros da Espanha. Além disso, o narcotraficante tem dois apartamentos em Lisboa e uma empresa em Dubai, nos Emirados Árabes.

Portugal investiga se o militar aposentado é dono da carga de 578 quilos de cocaína apreendidos em avião proveniente do Brasil. Ele também seria dono de 1,7 mil quilos de cocaína transportados em um navio apreendido pela Polícia da Espanha.

Só que na ocasião o major usava nome falso de Paul Wouter. No início deste ano, a defesa encaminhou o atestado de óbito de Wouter. No entanto, como ele teria morrido de covid-19 e o corpo teria sido cremado, a polícia não tem como confirmar a informação da morte do narcotraficante.

Em Mato Grosso do Sul, o major Carvalho luta na Justiça para receber R$ 1,3 milhão da aposentadoria que não foi paga pelo Governo do Estado. Ele ganhou na Justiça o direito de continuar recebendo a aposentadoria de R$ 11,3 mil por mês.