Grupo volta às ruas amanhã para pedir vacina para todos, auxílio emergencial e o impeachment de Bolsonaro (Foto: Arquivo/Giovanni Coletti)

Apesar da abertura do processo de impeachment perder força com a eleição dos novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, a Frente Fora Bolsonaro convocou, para este domingo (21), a 5ª carreata contra o presidente da República. Desta vez, os manifestantes vão percorrer os bairros situados na saída para São Paulo, como Los Angeles e Moreninhas.

“Primeiramente o nosso movimento está articulado nacionalmente seguindo uma agenda de mobilizações que acontecem em todo Brasil. Depois, a Frente Fora Bolsonaro MS não se pauta pelos resultados da eleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado Federal, mas sim pela necessidade de enfrentamento ao total desgoverno do nosso país no enfrentamento às crises sanitária e econômica”, justificou o coordenador geral do movimento, André Lage.

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A mobilização começou de forma espontânea e conseguiu reunir 400 veículos, conforme estimativa da organização, na primeira carreata convocada por meio de aplicativos de mensagens. A segunda chegou a reunir 2 mil veículos, a maior até o momento, e quase foi barrada pela Guarda Municipal de Campo Grande.

As últimas duas carreatas percorreram os bairros da Capital, inclusive o Aero Rancho, mais populoso. Agora, o movimento pretende chegar às Moreninhas. A concentração começa às 10h na Avenida Gury Marques, após o Terminal Rodoviário, no sentido Centro-bairro. O roteiro prevê as avenidas Gury Marques, Guaicurus, Cafezais e Friburgo.

“Temos claro que estamos numa jornada de lutas contra o Governo Bolsonaro que subestimou a pandemia, chamando o vírus de gripezinha, não comprou a vacina na hora certa quando a Pfizer ofereceu 70 milhões de doses, daí veio o caos de Manaus, compras de itens supérfluos com indícios de superfaturamento, como R$ 15 milhões em leite condensado e R$ 2,2 em chicletes”, pontua André Lage.

“Portanto nossa luta é longa, por Vacina já para todos, Auxílio Emergencial já, pela democracia pela vida e pela dignidade humana. A pressão nas ruas que vai determinar a derrubada ou não deste desgoverno”, destacou.

A manifestação conta com o apoio de sindicatos, entidades, movimentos sociais e partidos políticos.