Foto: Anvisa

A covid-19 matou mais três pacientes entre o domingo e segunda-feira e, agora, são 1.769 pessoas que perderam a vida no Estado. Os dados oficiais da SES (Secretaria de Estado de Saúde) indicam que a quantidade de internações não para de crescer. No dia 16 de novembro, eram 224 internados para tratar a doença e 92 estavam em leitos de alta complexidade, os de UTI.

No último boletim, divulgado nesta segunda-feira, já são 450 internados, 193 em UTIs. Também cresce a quantidade de casos registrados, dos atuais 99.061, foram contabilizados 698 somente pelo último boletim, que considera o período de 24 horas.

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A pior situação é registrada em Campo Grande, onde 92% dos 240 leitos de UTI estão ocupados por pacientes de várias patologias. A cidade, sozinha, registrou 517 casos em 24 horas. Também não há folga para os demais municípios-pólo de Mato Grosso do Sul. Em Corumbá, a ocupação dos leitos de UTI chega a 71%, em Dourados a 56% e Três Lagoas a 57%. 

Inspetores da Anvisa iniciaram hoje, na China, a avaliação da fábrica da vacina CoronaVac

Os trabalhos têm como objetivo a verificação das chamadas “Boas Práticas de Fabricação” e seguem até o dia 4 de dezembro. De acordo com a assessoria de imprensa da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os inspetores estão na fábrica da Sinovac, localizada em Pequim. Nesta segunda-feira foram verificados os sistemas de gestão da qualidade farmacêutica da empresa. Nos próximos dias serão verificados a matéria prima, a qualificação dos fornecedores, o sistema de numeração de lotes e a qualificação de transporte. Trabalho semelhante será registrado na Wuxi Biologics Co. Ltda. (AstraZeneca), entre os dias 7 e 11 de dezembro.

Farmacêutica Moderna tenta aprovação emergencial para vacina nos EUA

O pedido, que seria apresentado nesta segunda-feira à Food and Drug Administration (órgão correspondente à vigilância sanitária) para começar a aplicar a partir de 21 de dezembro. Caso seja aceita a solicitação, a prioridade de imunização será de profissionais de saúde, trabalhadores essenciais e empregados de lares de idosos. Os ensaios clínicos realizados pela farmacêutica apontaram eficácia de 94,1%, o que é favorável para evitar o curso grave da doença. Ao contrário da vacina da Pfizer, o produto da Moderna não necessita de um esquema especial de refrigeração. As duas empresas integram a iniciativa Covax, da OMS, que vai permitir o acesso à vacina aos países em desenvolvimento, e conta com a participação do Brasil.

Abandono ao tratamento contra a malária cresce devido à covid-19 e põe milhares de vidas em risco

Falta dinheiro e continuidade nas ações contra a malária na África Subsaariana está levando a OMS (Organização Mundial de Saúde) a pedir ajuda para evitar a “perda considerável de vidas”. Em relatório divulgado nesta segunda-feira, a OMS afirmou que 46 mil pessoas podem morrer em decorrência da malária. A tragédia seria evitada com ações que envolvem o combate contínuo ao mosquito transmissor da doença, como a distribuição de mosquiteiros, repelentes, borrifação de veneno (fumacê) e acompanhamento de doentes. No ano passado, 229 milhões de pessoas adoeceram por malária e 409 mil morreram em decorrência das complicações da doença.

Surto de covid-19 em prisão lotada no Sri Lanka resulta em oito mortos em confronto com seguranças

Outros 50 prisioneiros que cumprem pena em uma unidade da capital Colombo ficaram feridos durante as ações para repreender a revolta com a notícia sobre presídios com elevado número de infecções pelo Sars-CoV-2. Os detentos e famílias reivindicam o aumento da testagem como forma de prevenir isolar casos positivos e prevenir novos. Após o motim, a guarda foi reforçada, mas o governo não atendeu aos pedidos dos detentos.

Fazemos o boletim covid-19 porque:

Em dezembro de 2019, as autoridades de chinesas de informaram a OMS (Organização mundial de Saúde) sobre o surto de uma nova doença, que foi nomeada posteriormente de covid-19. Em 11 de março, a OMS anunciou que as infecções atingiam proporções epidêmicas. Os dados sobre casos e mortes são fornecidos pela Universidade Johns Hopkins, mas podem não representar a totalidade por conta da subnotificação registrada em muitos países, como o Brasil, que mudou a sistemática de divulgação dos indicadores relativos à covid-19.

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