Candidatos prometem ampliar escolas em tempo integral e universalizar acesso ao ensino infantil. (Foto: Arquivo)

No tema educação, a maioria dos candidatos a prefeito de Campo Grande concorda num ponto: a expansão das escolas em tempo integral. A proposta, que garante ensino equivalente à rede particular, com aulas bilíngues e atividades culturais e esportivas, marca presença nos planos de governo registrados na Justiça Eleitoral. 

Também ganha projeção entre os candidatos a  universalização da educação infantil. Além de vagas paras todas as crianças, essa etapa do ensino já seria com língua estrangeira. 

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No ano seguinte a 2020, em que a pandemia interrompeu as aulas presencias desde março na Reme (Rede Municipal de Ensino), Vinícius Siqueira (PSL)  propõe o monitoramento de forma individualizada dos estudantes. Já Thiago Assad (PCO) defende que o ensino presencial só aconteça com o fim da pandemia e vacina, mas a plataforma do candidato também é contra o ensino à distância. 

Cris Duarte (PSOL) promete garantir a laicidade nas escolas e combate, por meio da formação de professores e material pedagógico, ao machismo, discriminação racial  e “homo/lesbo/bi/transfobia”. Guto Scarpanti (Novo) quer implantar voucher para que alunos da rede pública estudem em escola privada devido à déficit de vagas. A mensalidade será custeada pela prefeitura. 

Candidato à reeleição, Marquinhos Trad (PSD) promete melhorar o ensino e difundir a cultura de paz nas escolas. O promotor Sergio Harfouche (Avante) defende a adoção do Proceve (Programa de Conciliação para Prevenir a Evasão e a Violência Escolar), criado para restaurar responsabilidades. 

Esacheu Nascimento (PP) quer creches abertas no período noturno para auxiliar pais que precisam trabalhar. Dagoberto Nogueira (PDT) planeja implementar o ensino de língua espanhola a partir da alfabetização.

A delegada Sidnéia Tobias (Pode)  promete ampliar o número de escolas em tempo integral, prioritariamente, nas regiões onde os índices de vulnerabilidade social e violência são elevados. 

Pedro Kemp (PT) quer trocar a entrega dos kits de material escolares por cartão para que as famílias escolham os produtos e prestem contas por meio da apresentação de notas fiscais. Márcio Fernandes (MDB) promete abrir 500 vagas na educação infantil e outras 500 no ensino fundamental com a revitalização da antiga rodoviária, no Centro de Campo Grande.

João Henrique Catan (PL) defende investimentos na estruturação das escolas na cidade e no campo. Para Marcelo Bluma (PV), a disciplina sustentabilidade deve fazer parte do ensino na Reme. 

Já Marcelo Miglioli (Solidariedade)  tem programa para redução do déficit de escolas municipais de ensino infantil nos próximos quatro anos. Paulo Matos (PSC) quer estabelecer cursos de línguas desde a educação infantil em toda a rede. 

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Cris Duarte (PSOL) promete estabelecer metas para alcançar a universalização do atendimento na educação infantil e promover a inclusão das culturas de matriz africana e indígena nos conteúdos curriculares das escolas públicas do município. 

Delegada Sidnéia Tobias (Pode) pretende aumentar as escolas que tenham sua organização baseada no ensino em tempo integral e avalia que o maior gargalo está na oferta de creches para crianças de zero a três anos. 

Dagoberto Nogueira (PDT) quer selo social para a educação, disciplina de literatura a partir do sexto ano, capoeira como disciplina e promete enfrentar pontos sensíveis, como o adoecimento dos professores. 


João Henrique Catan (PL) tem plataforma que propõe melhoria na infraestrutura das escolas de ensino infantil; valorização dos professores; e distribuição de kit escolar e uniformes para os alunos da Rede Municipal de Ensino. 

Esacheu Nascimento (Progressistas) promete mapeamento da necessidade de criação de escolas de Ensino Médio, democratizar a gestão com eleição para diretores e ampliar a educação integral (atividades de esporte, ciências e cultura).

Guto Scarpanti (Novo) quer promover estudo para a implementação de “Charter Schools”, na qual as escolas recebem dinheiro público, mas são administradas de forma privada. Ele também fará estudo sobre cupons escolares para matrícula em escolas particulares como opção complementar para o déficit de vagas.

Marcelo Bluma (PV) promete consolidar as escolas de período integral, implementar de forma transversal na grade curricular do município a disciplina sustentabilidade e fortalecer os processos democráticos na rede municipal de ensino.

Marcelo Miglioli (SD) quer reduzir o déficit de escolas municipais de ensino infantil e atrair alunos para cursarem o ensino superior em Campo Grande por meio de vantagens oferecidas pela Capital aos jovens.

Márcio Fernandes (MDB) propõe a reativação do Centro Municipal de Educação Especial, com a recontratação dos APEs (Professores do Apoio Pedagógico Especializado). O plano de governo também tem proposta para implantar escola híbrida na Reme.

Marquinhos Trad (PSD) promete entregar mais obras e reformas em prédios da Rede Municipal de Ensino, além de programa de prevenção ao envolvimento de estudantes com drogas.

Paulo Matos (PSC) acena com a  criação de biblioteca municipal digital e de cursos de cursos de empreendedorismo nas escolas, com aulas aos sábados em parceria com empresas do Sistema S, como Sesc, Senai e Senar.

Pedro Kemp (PT) quer ampliar as escolas de tempo integral, com meta de  atingir 50% da rede em quatro anos e implantar o Cartão Material Escolar, possibilitando repasse de recursos financeiros às famílias dos alunos matriculados na Reme (Rede Municipal de Ensino).

Sergio Harfouche (Avante) promete estimular o respeito pelos símbolos nacionais, com cerimônias de abertura do dia escolar. O programa também traz aprendizagem suplementar (robótica, inglês, programação) e ação cultural, como as sessões de cinema ao ar livre (Cinema ao Luar). 

Thiago Assad (PCO) prega o cancelamento do ano letivo,  com volta às aulas somente  com o fim da pandemia e vacina. Além da formação de comitê de luta estudantil. Ele também teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral.

Vinicius Siqueira (PSL) promete testes para comparar a qualidade de ensino, com incentivos as que se destaquem e apoio técnico para as que apresentarem deficiências. O programa também quer a presença da Guarda Municipal nas escolas para reguardar o patrimônio e a integridade física de alunos.