A SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) recomendou nesta sexta-feira (17) o abandono do uso dos medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento de pacientes em qualquer estágio da covid-19. A recomendação é embasada em estudos desenvolvidos nos Estados Unidos, Canadá, Espanha e na OMS (Organização Mundial de Saúde).

Os estudos avaliados pela SBI apontam que, além de não haver reação positiva para a remissão da covid-19, os medicamentos causam efeitos colaterais adversos nos pacientes. “Com essas evidências científicas, a SBI acompanha a orientação que está sendo dada por todas sociedades médicas científicas dos países desenvolvidos e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a hidroxicloroquina deve ser abandonada em qualquer fase do tratamento da COVID-19”.

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A entidade apontou que o abandono da cloroquina e da hidroxicloroquina contra a doença é “urgente e necessária”. Recomendou, ainda, que agentes públicos, como municípios, estado e o Ministério da Saúde reavaliem a orientação do tratamento “não gastando dinheiro público em tratamentos que são comprovadamente ineficazes e que podem causar efeitos colaterais”. Recomenda, ainda, que os recursos públicos sejam gastos com a compra de anestésico para a intubação de pacientes que necessitarem de ventilação mecânica, com bloqueadores neuromusculares para estes mesmos pacientes e com aparelhos que facilitem o diagnóstico precoce da covid.

A recomendação vai na contramão das autoridades brasileiras. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não só usa, como faz propaganda dos medicamentos. Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Saúde não adota o medicamento, mas fez a distribuição para hospitais e municípios. Marquinhos Trad (PSD) também recomendou o medicamento na Capital.

Brasil na mira de mais pesquisas para desenvolvimento de vacinas anti-covid

A indústria farmacêutica vê o Brasil como o mais fértil terreno para estudar o comportamento de uma vacina para imunizar a população contra o novo coronavírus. Na semana em que o Brasil ultrapassa 2 milhões de casos da doença, o País serve como laboratório que oferece as condições para compreender a transmissão acelerada e laboratórios de credibilidade reconhecida internacionalmente. A avaliação é da CNN Internacional. Hoje, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), há 163 ensaios clínicos para uma vacina contra a covid-19. Três ensaios chegaram à fase final e dois deles ocorrem no Brasil. Juntos, os dois ensaios devem envolver 14 mil brasileiros. Há, ainda, o interesse em incluir o País em outros dois estudos.

A vacina de Oxford contra a covid-19 será produzida na Rússia

Os estudos estão sob a responsabilidade da empresa AstraZeneca e, se tiverem sucesso, resultarão em vacinas destinadas a 50 países. Os mercados de destino da vacina da Oxford são a Europa, Oriente Médio e Sudeste Asiático. As pesquisas apontam eficiência para estimular as defesas do organismo contra o novo coronavírus. A previsão é de que a imunização comece imediatamente à finalização dos estudos, o que pode ocorrer até o início do próximo ano.

Genética pode tornar organismo mais suscetível ao novo coronavírus

Essa é a conclusão de estudo realizado por pesquisadores norte-americanos. O estudo, publicado pela BMC Medicine apontou mutações genéticas que fragilizam o organismo diante do Sars-CoV-2, o coronavírus causador da covid-19. Conforme os pesquisadores, a genética define níveis de gravidade diferenciados ao ataque do vírus, fazendo com que, para alguns sejam inofensivo e, para outros, fatais. Entre os fatores de risco determinantes para agravar a doença também estão a idade do paciente, obesidade e doenças cardiovasculares.

Fazemos o boletim covid-19 porque:

Em dezembro de 2019, as autoridades de chinesas de informaram a OMS (Organização mundial de Saúde) sobre o surto de uma nova doença, que foi nomeada posteriormente de covid-19. Em 11 de março, a OMS anunciou que as infecções atingiam proporções epidêmicas. Os dados sobre casos e mortes são fornecidos pela Universidade Johns Hopkins, mas podem não representar a totalidade por conta da subnotificação registrada em muitos países, como o Brasil, que mudou a sistemática de divulgação dos indicadores relativos à covid-19.

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