Conselheiro tutelar ficou livre de ação por improbidade após fazer acordo (Foto: Arquivo)

Para se livrar de ação por improbidade administrativa, o conselheiro tutelar de Dourados, Alisson Leonardo Dias, fez acordo para ressarcir o município e pagar multa por faltar ao trabalho na campanha eleitoral do ano passado. A homologação do acordo depende da juíza Marilsa Aparecida da Silva Baptista, da 3ª Vara Cível de Dourados.

O conselheiro foi denunciado por não cumprir a carga horária para trabalhar nas campanhas do deputado estadual Zé Teixeira (DEM) e do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Apesar de terem sido alvos da Operação Vostok, deflagrada pela Polícia Federal no dia 12 de setembro do ano passado, ambos acabaram sendo reeleitos.

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Alisson aceitou firmar acordo com o promotor Luiz Gustavo Camacho Terçariol no dia 21 de novembro deste ano. Ele admitiu a culpa e pagar R$ 9,3 mil. De acordo com a proposta, R$ 4.669,87 é referente ao ressarcimento de um mês de salário ao município de Dourados. Outros R$ 4,6 mil referem-se a multa, que será convertida em dez parcelas à entidade beneficente Lar Ebenezer.

Alisson aceitou firmar acordo com o promotor Luiz Gustavo Camacho Terçariol no dia 21 de novembro deste ano. Ele admitiu a culpa e pagar R$ 9,3 mil. De acordo com a proposta, R$ 4.669,87 é referente ao ressarcimento de um mês de salário ao município de Dourados. Outros R$ 4,6 mil referem-se a multa, que será convertida em dez parcelas à entidade beneficente Lar Ebenezer.

Este caso é uma prática comum na política brasileira, servidores com cargos comissionados ou ligados a políticos deixam de prestar serviço à população para dedicar-se a padrinhos políticos nos períodos de eleição.

O trabalho fora do expediente, à noite e nos finais de semana, não é errado nem crime. No entanto, muitos, devido à falha da fiscalização da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Estadual, agem com naturalidade ao trabalhar nas campanhas eleitorais, sem cumprir o expediente e recebendo salário integral.

No próximo ano, o ideal seria a sociedade fiscalizar o uso da máquina pública – um número expressivo de servidores pagos com o dinheiro público – nas campanhas de prefeitos e vereadores.

O Brasil só vai avançar quando houver eleitor consciente, fiscalizando o uso da máquina e acabando com o voto em corruptos.