Realizada em 40 municípios, de 3 a 5 de outubro, pesquisa ouviu 2.282 eleitores. A margem de erros é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado sob os números MS-06677/2018, no TRE-MS e BR-02319/2018, no TSE (Foto: Reprodução Midiamax)

Quatro pesquisas não foram divulgadas até o momento e, o sumiço misterioso, aumentou o mistério sobre o desfecho da eleição neste domingo. Das três divulgadas neste sábado, uma prevê segundo turno e com chance do adversário tucano ser o candidato Junior Mochi (MDB). A outra, divulgada com atraso de dois dias, prevê a reeleição de Reinaldo Azambuja (PSDB) em turno único. A terceira repete o suspense do Ibope e aponta o tucano no limite de vencer amanhã.

Apesar da tese de que pesquisa influência eleição ter perdido força nos últimos seis anos, alguns políticos insistem nesta estratégia. Em 2012, nenhum instituto previu o crescimento de Reinaldo na reta final, que por pouco não superou Edson Giroto para enfrentar Alcides Bernal (PP) no segundo turno. Em 2014, o Ibope previu a vitória de Delcídio do Amaral por 51% a 49%, mas o tucano venceu com mais de nove pontos percentuais de vantagem.

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Quatro institutos registraram pesquisas no Tribunal Superior Eleitoral, mas não divulgaram nesta semana. Neste sábado, conforme o TSE, estavam previstos a divulgação das sondagens feitas pelo Ipems, que teve dois levantamentos divulgados pelo Correio do Estado, Datamax, do Midiamax, e Ranking, do Diário de Mídia.

Última pesquisa divulgada hoje pelo Diário de Mídia: certeza de segundo turno e dúvida sobre o adversário de Reinaldo

O Instituto Ranking é o único a dar como favas contadas a realização de segundo turno. Conforme a pesquisa, Reinaldo segue estável, com 37,16%. O segundo colocado é o juiz Odilon de Oliveira (PDT), com 23,25%, acumulado queda de um ponto percentual no mês, já que estava com 24,33% em 1º de outubro.

O Ranking sai da curva ao apontar Mochi em empate técnico com o pedetista. O emedebista está com 22,08%, acumulando alta de 1,17 ponto percentual na semana. A margem de erro é de 2,83%.

A pesquisa aponta Humberto Amaducci (PT) com 5%, contra 4,08% na segunda-feira; seguido por Marcelo Bluma (PV) com 3,08% e João Alfredo (PSOL) com 1,16%. O número de indecisos, brancos e nulos segue estável em 8,27%.

O Datamax, divulgado pelo Midiamax, apontou crescimento de Reinaldo e Odilon, mas dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O tucano oscilou de 37,5% para 38,9%, enquanto o pedetista subiu de 23,9% para 24,7%.

Totalmente diferente do Ranking, o Datamax aponta Mochi com 6,7%, em empate técnico com o petista, que registrou 4,1%. Bluma com 1,8% e Alfredo com 1,1% completam a lista. O Midiamax mostra aumento no número de indecisos na reta final, de 12,6% para 15,1%. Por outro lado, com o acirramento da disputa, houve queda no número de eleitores dispostos a anular ou votar em branco, de 12,6% para 7,5%.

O Datamax não arrisca reeleição de Reinaldo no primeiro turno, já que ele fica com 50,3% dos votos válidos, dentro da margem de erro de 2%. Odilon tem 31,9%, seguido por Mochi com 8,7%, Amaducci 5,3%, Bluma 2,4% e Alfredo, 1,4%.

Vitória de tucano no primeiro turno é o prognóstico do Ibrape, divulgado pela Página Brazil

Por outro lado, o Ibrape divulgou hoje o resultado previsto para quinta-feira e cravou a vitória de Reinaldo no primeiro turno, com 53% dos votos válidos, contra 30,38% de Odilon.

Considerando indecisos e brancos e nulos, o tucano oscilou de 44% para 47% no Ibrape, enquanto Odilon permaneceu estável em 27%, Mochi com 7%, Amaducci com 5% e Bluma com 2%. O candidato do PSOL variou de 2% para 1%.

O levantamento do Ibrape foi feito entre os dias 1º e 3 de outubro e deveria ser divulgado na quinta-feira, segundo o TSE. O resultado foi publicado hoje e vem sendo alardeado pela assessoria de Reinaldo como prova da vitória no primeiro turno.

A abertura das urnas promete surpresa, considerando-se a guerra nas pesquisas eleitorais.