Além do protesto de professores e profissionais do setor cultural, a falta de energia elétrica afundou as chances de votação da reforma administrativa da prefeita Adriane Lopes (PP) na Câmara Municipal de Campo Grande. Os trabalhos foram suspensos e uma sessão extraordinária será realizada nesta quarta-feira (11).
Com isso, os vereadores têm mais um dia para discutir a criação de três secretarias executivas dentro da Secretaria de Governo e Relações Institucionais (Segov) para a Cultura, Juventude e Mulheres. Os parlamentares também ganham tempo para articular a concepção da Fundação Municipal de Cultura.
Veja mais:
Vereadores tentam recriar Fundac e professores protestam contra Cultura na Educação
TCE manda Adriane suspender honorários e adicional salarial da polêmica “folha secreta”
Adriane acaba com Semadur, Cultura e Juventude e cria secretarias da Casa Civil e Articulação
Apesar de propor enxugar a máquina municipal em 30%, Adriane manteve o número de secretarias municipais para o segundo mandato. A prefeita acabou com pastas importantes, como a Semadur (Secretaria de Meio Ambiente), da Juventude e Cultura; por outro lado, vai criar a Casa Civil e Articulação Regional, mais voltadas para articulação política.
Insatisfeitos com as mudanças, professores e trabalhadores da Cultura protestaram na Casa de Leis até que houve um ‘apagão’ com a queda de energia elétrica. A Mesa Diretora suspendeu a sessão e os vereadores se retiraram do plenário.
“Adriane caloteira”, “o diálogo acabou”, “tem dinheiro para a campanha, mas não tem para a educação” e “volta aqui Carlão” foram algumas das dezenas de frases que ecoaram no plenário, segundo o jornal Correio do Estado.
A Energisa informou que foi registrada falta de energia das 9h15 às 9h58, e que ela teria sido causada por um curto circuito. No entanto, o presidente Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), decidiu não retomar a sessão e o Projeto de Lei 11.504/24, substitutivo ao projeto de lei 11.501/24, que dispõe sobre a reforma administrativa de Adriane Lopes deve ser votado nesta quarta-feira, em sessão extraordinária.
“Tivemos que suspender a sessão. Vamos convocar para amanhã de manhã a sessão extraordinária para votarmos a reforma administrativa. Estamos cuidando para que o servidor de carreira não seja prejudicado. Nada que vá prejudicar o servidor a Câmara vai aprovar”, declarou Carlão.
O vereador Ronilço Guerreiro (Podemos) explicou que a Sectur e a Sejuv serão secretarias executivas a partir de 1º de janeiro de 2025, sendo que a de Cultura poderá virar Fundação Municipal de Cultura 90 dias após essa mudança. Já o setor do Turismo será inserido na futura Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Meio Ambiente e Fiscalização Urbana.
Atualmente, a proposta de reforma administrativa estabelece que a Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais será responsável pela Fundação Municipal de Esportes e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito.
A Secretaria Especial da Casa Civil abarcará a Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano, Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários, além da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos.
A Secretaria Municipal de Fazenda englobará a Instituto Municipal de Previdência Social. A Secretaria Municipal de Administração e Inovação ficará com a Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação; e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Meio Ambiente e Fiscalização Urbana contemplará a Fundação Social do Trabalho.