Na estreia do horário eleitoral, a candidata a prefeita Rose Modesto (União Brasil) afirmou que venceu a onda de mentiras e chegou ao 2º turno graças a “força do povo”. “Quem tem Deus no coração, tem tudo”, ressaltou a ex-superintendente da Sudeco, sobre a onda de ataques que sofreu nas redes sociais e em grupos de aplicativos.
Adversários usaram mentiras para atacar a candidata, como a de envolvimento com a máfia da merenda, que não houve nem investigação em Campo Grande, e de que teria sido denunciada na Operação Coffee Break, que revelou o envolvimento de vários políticos no golpe contra Alcides Bernal (PP).
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“Provamos que é impossível parar a força do povo. Que a verdade sempre vence qualquer mentira. Mostramos que quem tem Deus no coração, tem tudo. E que chegou a hora de mudar a vida da nossa gente. Meu sentimento é de gratidão e de muita responsabilidade”, afirmou Rose no programa.
A candidata declarou-se “pronta para ser prefeita”. “Tenho experiência e sei como resolver os problemas, conheço os caminhos para buscar os investimentos que nossa capital precisa, porque na minha vida sempre foi assim: por onde passei, entreguei resultados”, destacou.
Como exemplo, Rose citou o repasse R$ 390 milhões via emendas parlamentares individuais e de bancada, enquanto era deputada federal. Investimento aplicado em saúde, infraestrutura, educação e social. Os recursos que chegaram para todos os grandes hospitais de Campo Grande, além de dezenas de entidades sociais.
Críticas a atual prefeita
Rose usou moradores da Capital para criticar a gestão de Adriane Lopes (PP), sua adversária no segundo turno. O programa destacou a falta de remédios nos postos de saúde, obras de pavimentação paradas e a fila de 70 mil pessoas aguardando por exame, consulta e cirurgia na rede pública.
“Chega de obra pela metade, de terminal de ônibus no meio da rua, de cabide de emprego na prefeitura. Não dá para aceitar mais de 70 mil pessoas esperando por exames, consultas e cirurgias. Não dá para deixar faltar mais de 100 remédios da lista do SUS nos postos de saúde e a população não ter acesso nem a dipirona, que custa menos de R$ 1”, criticou. “
Isso é falta de humanidade. Falta de respeito. Uma vergonha”, lamentou. O programa mostrou a história de uma mãe solteira que não consegue vaga para o filho na escola de educação infantil. “A cidade vai bem com nossos alunos em salas improvisadas, sofrendo com o calor. E com mais de 8 mil crianças fora das EMEIS”, condenou a candidata.
O tempo passa e os problemas continuam, avalia a candidata. “Até quando você vai continuar caindo em buraco na cidade inteira, questionou. “Ou viver só da promessa de um asfalto que nunca chega? Não dá para continuar pagando um ônibus caro, com um transporte ruim”, completou.
“Quem devia liderar nossa cidade finge que não é com ela”. “Fala que teve pouco tempo, mas está aí há oito anos, assistindo a tudo de braços cruzados. E só na hora da eleição, faz tudo às pressas, a toque de caixa, para iludir as pessoas”, cutucou a adversária.