Candidata do União Brasil, Rose foi a Angélia apoiar candidato do seu partido, Roberto Silva (Foto: Divulgação)

Neste domingo (15), 8,6 mil eleitores de Angélica voltam às urnas para eleger o novo prefeito em eleição suplementar e farão um teste drive da sucessão estadual, com o confronto entre União Brasil, PSDB e MDB. Após ter o direito de pedir música no Fantástico com três derrotas consecutivas, os tucanos vão tentar a 1ª vitória. Outro destaque é a campanha negativa paga em site da Capital.

O confronto de amanhã será entre o prefeito interino, Aparecido Geraldo Rodrigues, o Boquinha (PSDB), o ex-prefeito Roberto Silva (União Brasil), Edison Cassuci Ferreira, o Edinho Cassuci (PDT), e Francisco Soares Sobrinho (MDB). Os três primeiros estariam em uma disputa acirrada, enquanto o emedebista surge como azarão assumir o comando do município.

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Candidata a governadora pelo União Brasil, a deputada federal Rose Modesto foi a única a assumir publicamente a defesa do seu candidato na disputa. “Eu estive em Angélica no fim de semana passada dando meu apoio ao Roberto  Cavalcanti  e Roberto Maran , que são do meu partido União Brasil, na candidatura à prefeitura da cidade. Fizemos uma caminhada produtiva pelo comércio de Angélica e estou confiante da nossa vitória”, afirmou a deputada.

O ex-governador André Puccinelli (MDB) e o ex-secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel (PSDB), também foram procurados, mas preferiram não externar o apoio público aos seus candidatos na disputa. O emedebista pode estar evitando o desgaste de uma derrota, já que Sobrinho não estaria entre os favoritos a vencer neste domingo.

Já o tucano pode estar fugindo do desgaste das denúncias contra Boquinha, como o prefeito é conhecido. Em informe publicitário pago no site Campo Grande News (veja aqui), o candidato a prefeito do PSDB foi acusado de manter empregados em condições de trabalho escravo em uma fazenda no interior do Mato Grosso. De acordo com a denúncia, publicada como post patrocinado (informe pago), seis trabalhadores teriam sido resgatados da fazenda do tucano.

Candidato do PDT, Edinho (de azul escuro) substituiu o tio cassado e foi alvo de campanha negativa paga, de que a mãe é funcionária fantasma de Dagoberto (Foto: Divulgação)

A mesma propaganda negativa também foi paga no Campo Grande News (veja aqui) contra o candidato do PDT. De acordo com a campanha patrocinada, a mãe do candidato, Helena Cassuci Ferreira seria lotada no gabinete do deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB) com salário de R$ 5 mil por mês. Conforme a denúncia, ela seria funcionária fantasma.

Mesmo não contando com o apoio público de Eduardo Riedel, Boquinha é o primeiro candidato do PSDB com chances de vencer uma eleição suplementar. Isso porque ele ocupa o comando da prefeitura. Nas três eleições suplementares realizadas em Mato Grosso do Sul, o prefeito interino ganhou a eleição.

Este foi o caso de Paranhos, onde Donizete Viaro (MDB) era interino e derrotou o candidato do PSDB, Alfredo Soares, ao obter 50,43% dos votos. Em Sidrolândia, Vanda Camilo (PP), derrotou o tucano Enelvo Felini, por 52,40%. Em Bandeirantes, Gustavo Sprotte, então no DEM, venceu Zulene Diniz (PSDB).

Angélica realizará nova eleição porque o vencedor do pleito em 2020, João Cassuci (PDT), teve a candidatura impugnada pela Justiça eleitoral por ser ficha suja. Ele é tio de Edinho Cassuci, que tenta manter o comando do município nas mãos da família.

Candidato do PSDB, Boquinha pode dar a primeira vitória dos tucanos após três derrotas em eleições suplementares (Foto: Divulgação)