Em campanha no Rio Grande do Sul, Simone conversa com lideranças, como o ex-governador Eduardo Leite (Foto: Divulgação)

A executiva nacional do MDB avaliou que a presidenciável Simone Tebet tem potencial de chegar a 40% nas eleições deste ano e decidiu manter a candidatura da senadora de Mato Grosso do Sul. Na avaliação do presidente nacional da sigla, deputado federal Baleia Rossi, ela pode ser a novidade para romper polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

O estrategista da campanha, Felipe Soutello, apresentou a pesquisa qualitativa sobre o potencial de voto dos eleitores e concluiu que de dez brasileiros, quatro podem votar na candidata do MDB. “Os dados referem-se a 40% dos brasileiros que se declaram indecisos, querem um e nome alternativo e que votam em outros nomes, mas admitem mudar o voto”, explicou a assessoria.

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O levantamento contraria todas as pesquisas divulgadas até o momento pelos institutos nacionais, como Paraná Pesquisas, DataPoder, Datafolha, Ipec, MDA, entre outros. Conforme os levantamentos publicados, Lula tem entre 40% e 45%, enquanto Bolsonaro varia entre 26% e 35%. No pior cenário, os dois possuem 75% dos votos, restante 25% para nulos, indecisos e os candidatos nanicos.

O anúncio de que a candidatura própria será mantida foi feito por Baleia Rossi. Ele enfatizou que os resultados da pesquisa qualitativa com 17 grupos apontam um “quadro positivo” e “espaço para furar” a polarização.

Rossi frisou que o eleitor brasileiro, na sua avaliação, está em busca de uma candidata equilibrada, moderada e que entregue resultados. Na sua opinião, Simone, por ter sido prefeita de Três Lagoas por um mandato e meio (ela renunciou para ser candidata a vice), vice-governadora, deputada estadual e senadora, tem as credenciais exigidas pelo eleitor.

Para o dirigente, Simone está no caminho certo, apesar de parte do MDB defender a retirada da sua candidatura. Os caciques do partido nas regiões Norte e Nordeste articulam pelo apoio a Lula ainda no primeiro turno. Os caciques das regiões Sul e Sudeste optam por Bolsonaro.

A manutenção da candidatura de Simone ocorreu no mesmo dia em que o ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), negou o pedido para ser vice na chapa liderada pela emedebista. Ele chega a 4% nas pesquisas, enquanto Simone não supera 2%. O MDB alega que ela é mais desconhecida e tem índice de rejeição menor.

Além de ter um desempenho pífio nas pesquisas, até o momento, Simone conta com o apoio do ex-presidente Michel Temer (MDB), que terminou o mandato com a reprovação de 62% dos eleitores, que o consideraram ruim ou péssimo. Ele também foi alvo de duas denúncias por corrupção no Supremo Tribunal Federal.