Marquinhos confirmou na sessão de reabertura dos trabalhos no legislativo que deixa o cargo para ser candidato a governador nas eleições deste ano (Foto: Izaías Medeiros/Câmara Municipal)

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), confirmou na reabertura dos trabalhos da Câmara Municipal, na manhã desta quarta-feira (2), que vai renunciar ao cargo e disputar o Governo do Estados nas eleições deste ano. Ele afirmou que passará o “bastão” no dia 2 de abril deste ano para Adriane Lopes (Patri) e deixará um “legado” de obras a serem concluídas, como a revitalização do Centro e da antiga Estação Rodoviária, pavimentação e recapeamento de 100 quilômetros.

A dois meses do prazo final, Marquinhos reafirmou a disposição para acabar com os boatos propagado pelos adversários, de que não terá coragem de renunciar ao restante do mandato para disputar a sucessão de Reinaldo Azambuja (PSDB).

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Com o anúncio, o prefeito sinaliza que está no jogo e passa a ser considerado opção para o eleitor nas pesquisas de opinião pública. Ele também deixa claro que não vai apoiar a candidatura do secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel, e deverá romper a aliança com o PSDB de Reinaldo.

“Adriane, se fosse uma corrida de revezamento, o bastão lhe será passado. No dia 2 de abril não se comemora só o aniversário do presidente desta Câmara, mas nós estaremos aqui, eu e você, entregando com a permissão do povo de Campo Grande a condução administrativa, para que você possa, juntamente com essa harmonia que construirmos, dar sequência ao nosso programa de governo”, afirmou.

A esposa do deputado estadual Lídio Lopes (Patri) não será a primeira mulher a comandar Campo Grande. Esse tabu foi quebrado pela advogada e professora Nely Elias Bacha (MDB), quando era presidente da Câmara Municipal. Ela comandou a prefeitura de 14 de março a 20 de maio de 1983.

Marquinhos tenta repetir a sina de outros prefeitos da Capital que assumiram o Governo do Estado, como Wilson Barbosa Martins, Marcelo Miranda e André Puccinelli. Contudo, ele será o primeiro a renunciar o cargo no meio do mandato para disputar a sucessão estadual. Puccinelli era o favorito em 2002, mas acabou recuando e garantindo a reeleição de Zeca do PT.

O prefeito promete deixar várias obras em andamento para serem inauguradas pela sucessora, que deverá ser primeira prefeita a ficar mais de um ano no cargo. A mais importante é o Reviva Centro, que prevê a revitalização de calçadas e ruas e avenidas do Centro da Capital. As obras em andamento compreendem  o quadrilátero formado pelas avenidas Calógeras, Fernando Corrêa da Costa, Maracaju e José Antônio.

De acordo com Marquinhos, ele deixará assegurado recurso para o início de 100 quilômetros de pavimentação e recapeamento de vias públicas. “Vamos concluir e entregar as novas Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil) da Vila Popular e da Vila Nasser, além da reforma do antigo Clube Surian, que será transformado em Emei. Elas se somarão a outras oito unidades já entregues desde 2017, que totalizam mais de 4 mil novas vagas”, prometeu.

Para este ano, o prefeito disse que ainda estão previstos a revitalização da área pública da antiga rodoviária, da Lagoa Itatiaia e da Cidade do Natal; a construção da Vila dos Idosos e do projeto piloto de habitação na área central, com mais de 700 unidades habitacionais em áreas no Cabreúva e na Rui Barbosa com a Fernando Correa da Costa.

Com a confirmação de Marquinhos, a sucessão estadual ainda terá as candidaturas de André Puccinelli, Eduardo Riedel, do ex-governador Zeca do PT, do ex-vereador Marcelo Bluma (PV) e, provavelmente, da deputada federal Rose Modesto, que planeja deixar o PSDB.

Adriane Lopes deve ser a segunda mulher a assumir o cargo de prefeita de Campo Grande (Fot