Polêmica sobre machismo de ministro com senadora segue nesta quarta (Foto: Roque de Sá/Senado)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), chamou Simone Tebet (MDB) de “Maria do Rosário do Senado” e elevou a fervura da polêmica machista envolvendo a senadora por Mato Grosso do Sul. Nas redes sociais, internautas se dividem entre críticas e apoio ao filho 03 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ele repetiu ataque considerado misógino do pai em 2014.

Há sete anos, na Câmara dos Deputados, Bolsonaro atacou a petista e afirmou que não a estupraria porque ela não merecia. Por causa deste ataque, o presidente da República virou réu no Supremo Tribunal Federal e foi condenado a pagar indenização a Maria do Rosário.

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Nesta quarta-feira, Eduardo endossou a declaração do ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União, de que Simone estaria “descontrolada”. O ataque ocorreu após a emedebista rebater a conclusão da CGU de que não houve corrupção na compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde. Denúncia aponta que diretor da pasta cobrou propina para agilizar a aquisição da vacina.

Simone disse que o ministro agia como advogado do Governo e estava passando pano na apuração das denúncias de corrupção. O ministro reagiu acusando-a de dizer “inverdades” e estar “descontrolada”. Senadores reagiram e cobraram respeito. Rosário pediu desculpas em particular e no Twitter a Simone e a todas as mulheres que se sentiram ofendidas.

No entanto, a polêmica ganhou novo patamar hoje. “Toda vez que a mulher ousa discordar, ousa enfrentar, ela é chamada de descontrolada. Essa palavra é inadmissível e ela não pode ser dirigida a uma mulher enquanto ela está falando, se posicionando ou defendendo as suas ideias”, explicou Simone. Em vídeo, ela defendeu que o caso sirva de exemplo para outras mulheres enfrentarem a situação.

Nas redes sociais, o comentário de Eduardo Bolsonaro vem multiplicando a polêmica. Ao compartilhar vídeo com a fala da senadora, ele afirmou: “Maria do Rosário do Senado. Lembra ou não lembra um ‘mas o que é isso?! O que que é isso aqui? Mas o que é isso?”, tuitou, sendo compartilhado por quase 2 mil internautas e curtido por outros 9 mil.

A jornalista Juliana Dal Piva rebateu o deputado ao sair em defesa de Simone. Ela lembrou que Bolsonaro virou réu no STF por atacar a deputada Maria do Rosário e ainda foi condenado a pagar indenização. “Machismo pode, no mínimo, doer no seu bolso. Não teve imunidade parlamentar para isso”, lembrou a repórter do Uol.

“Tem (muito) mais postura, inteligência, equilíbrio, cultura e cordialidade do que o inominável que hoje ocupa a presidência (e que é ridicularizado no mundo inteiro). Além disso, é ficha limpa. Para vcs, o problema dela é combater o governo com tanta lucidez e competência”, afirmou Zel.

“É doentia essa fixação que os bolsonaros possuem em atacar mulheres fortes, deve ser pq essas mulheres desafiam as ignorâncias deles”, avaliou Rafinha Gomes.

Outros endossaram as críticas contra a emedebista, cotada para ser candidata a presidente pelo MDB. “Será demissão sumária em 22, cargo público eleita pelo voto nunca mais, o povo não esquece de quem é contra o Brasil. Deus Pátria Família única via Bolsonaro até 26 Brasil Verde Amarelo grande de novo”, tuitou Frederido Luiz Nogue.

“O Ministro acertou no alvo. As reações: ‘moleque’ , ‘vc está achando que está onde ?’ Mostram como estão frágeis esses membros dessa gangue. Gazela, só faltou voar”, disse Eduardo Pires.

“Meu Deus! Machista? Kkkkkkkkk Se eu falar que eu não gosto de homens sensíveis e chorão passo por machista também? Geração de pessoas fracas hein”, comentou Giovanna Trauzzola. “Não diria um circo pois circo é um lugar alegre, falaria a casa da mãe Joana”, debochou da CPI da Covid, J. Maurício.

Deputado Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais para atacar a senadora de MS (Foto: Arquivo)