Renovação de 18 das 29 cadeiras não melhora imagem do legislativo, segundo pesquisa (Foto: Divulgação)

A renovação de 18 das 29 cadeiras não melhorou o mau humor do eleitor campo-grandense com a Câmara Municipal. Conforme pesquisa Ranking, 33,08% consideram o trabalho dos vereadores como ruim ou péssimo, enquanto apenas 15,33% avaliam como bom ou ótimo. O resultado pode estar ligado a manutenção dos velhos hábitos da classe política.

Os vereadores de Campo Grande mantiveram o reajuste de 25,67% aprovado em 2018, que elevou o subsídio do parlamentar de R$ 15.031,76 para R$ 18.991,68 a partir deste ano. Conforme levantamento do G1, eles possuem o maior salário entre as capitais. O aumento foi mantido apesar do Brasil enfrentar a maior crise da sua história em decorrência da pandemia da covid-19.

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Apesar de apenas 11 dos 29 terem sido reeleitos, a velha guarda permaneceu no comando do legislativo. Réu na Operação Coffee Break, denominação do escândalo que levou à cassação do mandato de Alcides Bernal (Progressistas) em 2014, Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), foi eleito presidente para os próximos dois anos.

O comportamento dos parlamentares é considerado ruim ou péssimo para 33,08% dos moradores, conforme pesquisa feita com 1,2 mil eleitores entre os dias 26 e 31 de março deste ano. Isso significa que a avaliação piorou três meses após a posse.

Apenas 15,33% dos eleitores avaliaram o trabalho da Câmara como bom ou ótimo, enquanto 40,75% avaliaram como regular. Outros 10,84% não souberam ou não quiseram responder.

Só para efeito de comparação, a avaliação positiva do prefeito Marquinhos Trad (PSD) é mais que o dobro. Conforme a sondagem, 35,08% avaliam o trabalho do chefe do Executivo como ótimo ou bom, enquanto 33,17% avaliam como regular. Outros 28,58% classificaram como ruim ou péssimo, enquanto 3,17%não quiseram opinar ou não souberam avaliar.

Presidente do legislativo, Carlão lidera o top 10 do levantamento, ao ser citado como parlamentar mais atuando por 3,58%. Apenas outros dois vereadores reeleitos ficaram entre os dez, Otávio Trad (PTB), com 2,50%, e Ayrton Araújo (PT), com 2,08%.

Oito integrantes da lista são estreantes no legislativo: Professor Juari (PSDB), com 3,5%, Professor Riverton (DEM), com 3,42%, Camila Jara (PT), com 3,33%, Marcos Tabosa (PDT), com 3,25%, Tiago Vargas (PSD), com 2,75%, Beto Ovelar (PSD), com 2,42%, e Silvio Pitu (DEM), com 2,25%.

O ex-presidente da Câmara, João Rocha (PSDB), ficou com 1,75%. Cotado para assumir a Secretaria de Governo, pasta a ser criada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), João César Mattogrosso (PSDB) ficou com apenas 1%. Ele deverá deixar o mandato para abrir vaga ao ex-vereador Ademir Santana (PSDB), réu por extorsão armado ao lado do empresário Jamil Name.

Edu Miranda (Patriotas) é o lanterna na avaliação, com apenas 0,17%.