Empresa vem acelerando obras para iniciar cobrança do pedágio no dia 9 (Foto: Sadib de Oliveira)

O Consórcio Way 306 corre contra o tempo para tapar os buracos e preparar a rodovia estadual para a cobrança do pedágio, que vai variar entre R$ 10 e R$ 90. A Agepan (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos) deu aval para cobrar a partir da próxima semana, conforme portaria assinada por Youssif Domingos.

O valor do pedágio para automóveis será de R$ 10, valor até 72,4% mais caro em relação ao preço da BR-163, onde o pedágio oscila entre R$ 5,80 e R$ 7,80. Inicialmente, a tarifa seria de R$ 8,71. No entanto, a agência promoveu reajuste de 14,81%, referente a inflação acumulada desde setembro de 2017.

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Ao contrário da rodovia federal, a MS-306 não foi duplicada nem contou com terceira faixa para iniciar a cobrança do pedágio. A medida até chegou a sofrer atraso porque a estrada estava tomada por buracos quando estava previsto o início da cobrança de pedágio. A pedido da concessionária, a Agepan adiou o início.

Na terça-feira (30), portaria do órgão regulador homologou a tarifa de pedágio na MS-306, que contará com três praças de cobrança entre os municípios de Cassilândia, Costa Rica e Chapadão do Sul. O valor vai oscilar entre R$ 5, para motos, R$ 10 para automóveis e caminhonetes, até chegar a R$ 90 para caminhão com reboque.

O pedágio poderá ser cobrado a partir da próxima semana, 10 dias após a publicação da portaria. O Consórcio Way 306 poderá faturar a partir da próxima sexta-feira (9). No entanto, a empresa ainda não concluiu as obras de melhoria e vem correndo contra o tempo para concluir os trabalhos antes da ativação das praças de pedágio.

A autorização da cobrança de pedágio na MS-306 será uma das últimas medidas de Youssif Domingos no comando da Agepan. Ele será substituído pelo ex-secretário estadual de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto Assis. Atualmente, ele era secretário especial e exercia a função de chefe de gabinete do governador.

Os valores do pedágio na MS-306: caro para uma rodovia sem duplicação e remendada? (Foto: Reprodução)