O país vizinho já chegou a 65 mil casos e, agora, estão faltando oxigênio para tratar os doentes e caixões para enterrar os mortos por covid-19. O próprio Ministério da Saúde acredita que os dados referentes à quantidade de doentes não correspondem à realidade. Nesta semana, a polícia boliviana retirou cerca de 400 corpos de residências e a estimativa é de 85% das pessoas tenham morrido em decorrência das complicações da covid-19.

Somente no hospital de La Paz, foram retirados quase 200 corpos. Em consequência, o sistema funerário entrou em colapso e passou a faltar recursos básicos, como caixões. A alternativa é a cremação, nem sempre aceita pelas famílias. Já nos hospitais, insumos comuns, como o oxigênio medicinal estão cada vez mais escassos.

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Governo Russo quer toda a população imunizada contra influenza e pneumonia

As autoridades sanitárias russas anunciaram que toda a população será vacina contra a influenza e a pneumonia até o início do outono. A vacinação era obrigatória apenas para grupos de risco, mas diante da pandemia de covid-19, o governo russo quer reduzir a possibilidade de doenças associadas até que exista uma vacina específica contra o Sars-CoV-2. As duas vacinas que serão aplicadas têm capacidade imunizar o organismo por até cinco anos e terá aplicação gratuita. Também será gratuita a vacina contra o coronavírus, mas a aplicação será em etapas, considerando os grupos de risco, que têm no topo da lista os profissionais de saúde.

Coreia do Sul volta a apresentar aumento de casos após ser considerada bom exemplo

A Coréia do Sul registrou neste sábado aumento nos casos oficiais de coronavírus. Segundo as autoridades sanitárias sul-coreanas, é o maior número de novas contaminações em quatro meses, e a maioria dos casos é importada. Dos 113 novos registros, 86 são referentes a pessoas que chegaram do exterior.

A pandemia é responsável por adoecer oficialmente 14.092 pessoas na Coreia do Norte. Em fevereiro, o país era considerado um dos mais afetados pela pandemia, ficando apenas atrás da China, mas conseguiu reverter o problema e foi considerado exemplo de gestão sanitária. Entre as estratégias utilizadas estavam testes de rastreamento, rígidas medidas de bloqueio e distanciamento social, que só foram relaxadas em maio.

Adultos jovens podem enfrentar forma prolongada da covid-19

A conclusão é de um estudo divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e que envolveu 292 pessoas que testaram positivo para a covid-19. Os dados revelaram que 35% permaneciam com sintomas e testavam positivo mesmo após três semanas de contágio. Do total, 94% tiveram algum sintoma quando fizeram o primeiro teste e manifestaram 17 outros no curso da doença. Os sintomas mais comuns encontrados foram fadiga, tosse e dor de cabeça. A tosse permaneceu em 43% dos entrevistados, enquanto 35% alegavam ainda sentir cansaço e 26% manifestavam falta de ar.

Fazemos o boletim covid-19 porque:

Em dezembro de 2019, as autoridades de chinesas de informaram a OMS (Organização mundial de Saúde) sobre o surto de uma nova doença, que foi nomeada posteriormente de covid-19. Em 11 de março, a OMS anunciou que as infecções atingiam proporções epidêmicas. Os dados sobre casos e mortes são fornecidos pela Universidade Johns Hopkins, mas podem não representar a totalidade por conta da subnotificação registrada em muitos países, como o Brasil, que mudou a sistemática de divulgação dos indicadores relativos à covid-19.