Mato Grosso do Sul chega à marca de 136 mortos por covid-19 e, no Estado, a pandemia demonstra que o perfil das vítimas é, principalmente, definido por jovens e adultos jovens. Entre os 11.671 casos, 27,54% representam pessoas de 30 a 39 anos. O percentual indica que 3.214 pessoas na terceira década de vida foram contaminadas pelo Sars-CoV-2, o coronavírus causador da covid-19.

No boletim diário divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde é apontado que 2.495 pessoas contaminadas (21,38%) estão na faixa etária dos 40 aos 49 anos. Outros 2.444 casos (20,95%) tinham entre 20 e 29 anos quando ficaram doentes. Por meio dos dados é desfeita a percepção de que a doença tenha “predileção” por pessoas mais velhas. No caso de Mato Grosso do Sul, a taxa de contaminação de pessoas de 60 a 69 anos corresponde a 5,57% e apontam que 650 sexagenários ficaram doentes.

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Já a contaminação em idosos de 70 a 79 anos é ainda menor, na comparação com o grupo jovem. Segundo o boletim, do total de casos divulgados nesta quinta-feira, 2,04% apontam os 238 septuagenários contaminados. No Estado a doença também não poupa os muito jovens. Houve o registro de 50 crianças menores de um ano adoecidas por covid-19. Também foram notificados 287 casos entre crianças de um a nove anos e 579 de dez a 19 anos.

OMS alerta mais uma vez que a pandemia vai piorar

A OMS (Organização Mundial de Saúde) criou um comitê independente que tem como objetivo avaliar a resposta oferecida à pandemia de covid-19. O anúncio foi feito pelo diretor geral da agência da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no briefing semanal com os Estados membros. O diretor afirmou que “esse tipo de ameaça não cessará e provavelmente se tornará mais agressivo”.

Lembrou, ainda, que a comunidade científica já havia feito alertas sobre um pandemia como a da covid. “Durante anos, muitos de nós alertamos para o perigo de uma pandemia respiratória catastrófica. Não foi ‘se’, mas ‘quando’. No entanto, o mundo não estava pronto”, alertou o diretor da OMS.

Na avaliação de Ghebreyesus, somente a união dos países será capaz de garantir a segurança sanitária da população mundial. “O vírus prospera em divisões, mas é prejudicado quando estamos unidos”. A maior ameaça agora não é o vírus em si. Mas a falta de amizade e solidariedade em nível global e nacional. Não podemos derrotar essa pandemia em um mundo dividido”, enfatizou.

Agência norte-americana aprova desinfetante que matam o Sars-CoV-2 em minutos

Dois produtos da empresa Lysol foram aprovados pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA como eficazes para matar o vírus transmissor da covid-19. Os desinfetantes eliminam o Sars-CoV-2 em dois minutos após serem espalhados em superfícies duras e não porosas. Hoje, a agência tem 420 produtos catalogados como eficientes para matar vírus até mais resistentes que o transmissor da covid-19, mas os dois específicos foram os primeiros a serem testados contra o Sars-CoV-2. Outros produtos estão em testes como forma de incentivar o público a reforçar o hábito da higiene.

Mulher dá à luz trigêmeos após descobrir contaminação por covid-19

Felizmente a norte-americana Maggie Sillero não chegou apresentar os sintomas da doença. Ela mora no Texas, um dos estados norte-americanos com o maior índice de contaminações e mortes em decorrência da covid-19. Quando o resultado do exame exibiu positivo, Maggie estava grávida de 28 semanas. Além da contaminação, um dos bebês tinha o cordão umbilical envolvido no pescoço.

Embora esta última observação não indica, necessariamente, uma cesariana, mas por ser uma gravidez de múltiplos e a mãe ainda estar contaminada pelo Sars-CoV-2, os médicos optaram por fazer uma cesariana. A mulher já tem um filho de cinco anos e deu à luz mais dois meninos e uma menina. O filho mais velho não foi contaminado.

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Em dezembro de 2019, as autoridades de chinesas de informaram a OMS (Organização mundial de Saúde) sobre o surto de uma nova doença, que foi nomeada posteriormente de covid-19. Em 11 de março, a OMS anunciou que as infecções atingiam proporções epidêmicas. Os dados sobre casos e mortes são fornecidos pela Universidade Johns Hopkins, mas podem não representar a totalidade por conta da subnotificação registrada em muitos países, como o Brasil, que mudou a sistemática de divulgação dos indicadores relativos à covid-19.

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