A hipertensão é a principal comorbidade isolada dos pacientes que morreram por covid-19 até esta sexta-feira em Mato Grosso do Sul, conforme dados do boletim epidemiológico diário divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde.

O documento público aponta que das 65 pessoas que morreram em consequência das complicações pela infecção do Sars-CoV-2, 19 eram submetidas a tratamento de hipertensão. Ou seja, 29% dos mortos por covid-19 no Estado eram hipertensos.

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Outros 11%, que totalizam sete pacientes, apresentavam diabetes. O mesmo documento aponta que os pacientes apresentavam as mais diversas doença preexistentes e que enfraquecem o sistema imunológico, entre elas cardiopatias, obesidade e, até, câncer. Do total de pacientes, contudo, 12% (oito, no total) perderam a batalha para o coronavírus mesmo sem ter nenhuma doença associada (as chamadas comorbidades).

Fiocruz identifica crescimento de casos de Sars-Cov-2 na região Centro-Oeste

O boletim semanal da Fiocruz apontou que as regiões Centro-Oeste e Sul registraram aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave na semana de 14 a 20 de junho. Dos estados localizados nas duas áreas geográficas, somente o Mato Grosso apresentou queda no registro de casos.

No boletim, denominado InfoGripe, foram reportados 95.106 casos positivos dos 208.967 reportados. Do total de casos positivos, 95,4% foram de Sars-CoV-2. Foram registradas, ainda, 31.915 mortes, sendo 98,7% delas por covid-19.

Vacina contra a covid-19 vai custar 31,3 bilhões de euros em 12 meses

O investimento é previsto pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que contabiliza, além da pesquisa, os esforços para distribuição de 2 bilhões de doses de vacinas como bens de uso mundial. A OMS ainda aponta a necessidade de fornecimento de 500 milhões de testes para países pobres planejarem o controle da pandemia.

Casos novos na Europa não indicam segunda onda, o pior virá no 2.º semestre

Vários países da Europa enfrentam o aumento da quantidade de infecções por Sars-CoV-2 após os esforços para reativar a economia, mas isso não significa que enfrentam uma segunda onda de casos. Conforme a OMS, o aumento dos casos representa as consequências das medidas de relaxamento da prevenção, mas a segunda onda só deve ocorrer a partir de setembro, durante o outono no hemisfério norte.

Nesse ponto, a pandemia está seguindo a mesma rotina identificada por pesquisadores durante a gripe espanhola, quando a chamada segunda onda de casos foi pior que a primeira. Entre as explicações para o aumento de infecções em uma segunda leva está o tédio em manter as medidas restritivas, como o uso de máscaras e o distanciamento social. Diferente da Europa, que já enfrenta surtos, o Brasil ainda nem mesmo superou o ápice da primeira onda de casos e já reabre a economia.

Fazemos o boletim covid-19 porque:

O Boletim Covid-19 O Jacaré tem como objetivo ajudar a compreender a extensão da emergência sanitária no Brasil e no mundo. Em dezembro de 2019, as autoridades de chinesas de informaram a OMS (Organização mundial de Saúde) sobre o surto de uma nova doença, que foi nomeada posteriormente de covid-19.

Em 11 de março, a OMS anunciou que as infecções atingiam proporções epidêmicas. Os dados sobre casos e mortes são fornecidos pela Universidade Johns Hopkins, mas podem não representar a totalidade por conta da subnotificação registrada em muitos países, como o Brasil, que mudou a sistemática de divulgação dos indicadores relativos à covid-19.