Operação Lama Asfáltica terá o segundo julgamento na Justiça Federal a partir de segunda-feira (Foto: Arquivo)

O segundo julgamento na Operação Lama Asfáltica, contra o ex-secretário estadual de Obras, Edson Giroto, e o chefe de obras da Agesul, Wilson Roberto Mariano, o Beto Mariano, será longo. O juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, marcou quatro dias para ouvir 28 testemunhas de defesa e acusação.

Além disso, sete testemunhas serão ouvidas por cartas precatórias, em até 30 dias, no interior do Estado em municípios como Amambai, Maracaju, São Gabriel do Oeste e Rio Negro. Somente após a coleta de todos os depoimentos, o magistrado marcará o interrogatório dos réus para concluir a fase de instrução e julgamento.

Neste processo, Giroto, o ex-coordenador de obras da Agesul, João Afif Jorge, e a família de Beto Mariano – a esposa Maria Helena Miranda de Oliveira, a filha, a médica Mariane Mariano de Oliveira Dornellas, e o genro, o arquiteto João Pedro Dornellas – são acusados de lavagem de R$ 4,385 milhões na compra da Fazenda Maravilha, em Corumbá.

Este é o segundo julgamento dos integrantes da suposta organização criminosa, acusados de causar prejuízo de R$ 432 milhões aos cofres estaduais. O primeiro foi concluído e envolve Giroto, a esposa, Rachel Portela Giroto, e o cunhado, Flávio Henrique Scrocchio. A ação está na fase das alegações finais e a primeira sentença deve ser publicada até março.

Outras sete denúncias já foram recebidas pela Justiça. A 10ª deve ser desmembrada em quatro e a decisão depende do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que julgará pedido do Ministério Público Federal para que o juiz proceda a divisão do processo.

No julgamento que começa segunda-feira, três dos seis réus estão presos: Giroto, Beto Mariano e Mariane (prisão domiciliar).

O elevado número de testemunhas torna o caso ainda mais moroso e complexo. No dia 18, a partir das 13h30, serão ouvidos o delegado Marcos Damato, responsável pela condução da investigação da Lama Asfáltica, e Orivaldo Natalino Ignez Branco. O policial federal está em Corumbá e será ouvido por videoconferência.

A segunda audiência será na quarta-feira (20), a partir das 15h30, com a oitiva de duas testemunhas em Ponta Porã e Dourados. Na sexta-feira (22), serão ouvidas mais sete testemunhas, inclusive por videoconferência de Cuiabá (MT).

A última audiência vai ouvir 17 testemunhas, a partir das 13h30, do dia 25 deste mês. O juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira deverá passa a tarde e a noite no fórum para ouvir todos os testemunhos.

Os réus poderão acompanhar todas as audiências. Giroto e Beto Mariano têm 48h para manifestar a intenção de deixar o Centro de Triagem nas quatro ocasiões. A medida ocorre porque a Justiça precisa providenciar escolta policial.

Na última semana de fevereiro, Mariano e Afif também vão enfrentar audiência na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. O juiz David de Oliveira Gomes Filho vai interrogá-los sobre a denúncia de enriquecimento ilícito.

Confira os depoimentos:

Dia 18 de fevereiro de 2019, às 13:30 horas

  • Marcos André Araújo Damato (por videoconferência com Corumbá/MS) e Orivaldo Natalino Igrez Branco (presencial)

Dia 20 de fevereiro de 2019, às 15:30 horas:

  • Wilson Costa Mendes e Suzane Lorenzon Wetters (videoconferência de Dourados e Ponta Porã;

Dia 22 de fevereiro de 2019, às 14:00 horas:

  • oitiva, por meio de videoconferência com a Subseção Judiciária de Cuiabá, Paula Libos e Ana Paula Bonadio; Maria Angela Pires de Miranda, José Paulo Pires de Miranda, José Pires de Miranda Assis, José Pires de Miranda Neto e Maria Conceição Pires de Mendonça];

Dia 25 de fevereiro de 2019, às 13:30 horas:

  • Felix Nunes da Cunha, Pantaleão Flores, José Nabig, Diogo Alex Vaz Peres, Pantaleão, Wellington Guilherme Martins, Wania Rezende, Dorival Cândido de Souza, Samira Maria de Oliveira Santos, Marina Buainaim Balherena, Alexandre Zavam, Ione Rocha Cardoso, Thalita da Luz Vieira de Assis, Larissa Mariv Ailer Zainko, Cleiton Ramos dos Santos, Paula Cristina Senra Cola, Sérgio Luiz Colla e Tácia Carolina Ronda.
Beto Mariano senta pela primeira vez no banco dos réus, mas interrogatório ainda vai depender da conclusão do depoimento de 35 testemunhas (Foto: Arquivo)