Construção civil fechou 4,2 mil vagas no ano passado em Mato Grosso do Sul (Foto: Arquivo)

Mato Grosso do Sul fechou 4.874 vagas no mercado de trabalho em 2017. Pelo terceiro ano consecutivo, as demissões superaram as contratações, carimbando a marca do desemprego no governo de Reinaldo Azambuja (PSDB). A geração de empregos bateu recorde na gestão anterior, de André Puccinelli (PMDB), um dos principais adversários do tucano nas eleições deste ano.

Pela primeira vez desde 1998, a industrialização e o boom do agronegócio não amaciou a crise para o sul-mato-grossense, que sentiu o impacto da recessão econômica brasileira.

Os dados do Caged (Cadastro Geral do Emprego e Desemprego), divulgados pelo Ministério do Trabalho, são desalentadores para o governador, que sonha disputar a reeleição neste ano. Antes dos números do mercado de trabalho, a situação já era difícil, imagine agora.

De janeiro a dezembro do ano passado, o Estado fechou 4.874 postos de trabalho. Nem a Reforma Trabalhista, defendida por Reinaldo e por quatro deputados federais leais, como Elizeu Dionízio e Geraldo Resende, ambos do PSDB, Carlos Marun (PMDB) e Tereza Cristina (DEM), salvou a situação.

De acordo com o Campo Grande News, foram 63 vagas criadas com a nova modalidade, o trabalho intermitente.

Em 2016, MS eliminou 1.125 empregos. No primeiro ano da gestão de Reinaldo, foram fechados 11.561 empregos. Se 2016 houve sinalização de melhora, com a queda no desemprego, o ano passado revelou piora no cenário, com o aumento de 333% no número de desempregados, de 1,1 mil para 4,8 mil.

A situação é tão dramática que nem o Campo Grande News conseguiu ignorar a sequência inédita de desemprego. Desde que tucano assumiu o poder, 17.560 pessoas perderam o emprego em Mato Grosso do Sul.

No pior da gestão de André, em 2014, foram criados 2.128 empregos novos. Só no segundo mandato, o peemedebista festejou a criação de 70,6 mil novos empregos no Estado.

O número foram ótimos, mas não superaram o primeiro mandato, quando MS criou 80,9 mil novas vagas, um recorde histórico. Em três anos, Reinaldo fechou 21,6% das vagas criadas no primeiro mandato do antecessor.

Os setores mais atingidos pela crise são a indústria de transformação (fechamento de 7,8 mil postos de trabalho) e construção civil (-5,3 mil), serviços (-4.192). A situação só não foi pior com a agropecuária, que contabilizou a criação de 508 novos empregos no período.

Os números do desemprego revelam ainda que o controle da inflação, a queda dos juros e o recorde na bolsa de valores não devolveram o poder de compra para os trabalhadores.

No ano passado, houve redução de 0,39% na média salarial sul-mato-grossense, de R$ 1.349,60 para R$ 1.344,29. Se depender só do salário pago, o trabalhador vai sair no prejuízo par abastecer, considerando-se o aumento de 19% no preço do litro da gasolina.

Se for mencionar o preço do botijão de gás de cozinha, então, o assalariado vai querer chorar.

E a energia elétrica deverá ter reajuste de 8,41% em abril deste ano.

Agora, se você investir na Bovespa, pode dormir tranquilo, que o céu é de brigadeiro.

Puccinelli teve a geração recorde de empregos como uma das marcas, foram criados 70,6 mil no segundo mandato, contra o desemprego de 17,5 mil na gestão tucana (Foto: Arquivo)