Conchavo: Aécio e Temer articulam nos bastidores para se livrarem e terem salvo conduto no Senado e na Câmara. Até quando eles vão sair impunes?

Nesta terça-feira, o Senado deve decidir se mantém o afastamento do senador Aécio Neves, presidente nacional licenciado do PSDB, acusado de corrupção, obstrução à Justiça, entre outros. Os senadores sul-mato-grossense Pedro Chaves (PSC), Simone Tebet e Waldemir Moka, ambos do PMDB, vão dar salvo conduto para o mineiro praticar os crimes, como matar, pedir propina ou integrar organização criminosa?

No dia 11 deste mês, o Supremo Tribunal Federal, com o voto da presidente, a mineira Carmem Lúcia, mudou o entendimento e, para favorecer o tucano, decidiu que cabe ao Congresso decidir sobre o afastamento do cargo de parlamentar.

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Simone, Moka e Pedro Chaves vão debochar do povo?

Em 2014, Simone Tebet optou pelo PSDB no segundo turno e, neste mês, três anos depois, criticou o STF para defender Aécio (Foto Chico Ribeiro/Arquivo)

A decisão foi articulada pelos senadores pegos com a boca na botija na polêmica Operação Lava Jato e pelos aliados de Aécio. Além de chocar a sociedade brasileira, porque tinha esperança na última instância da Justiça, os ministros do STF decidiram, em placar apertado, de 6 a 5, favorecer os suspeitos de toda ordem de crime.

Agora, os senadores vão decidir se Aécio pode usar o mandato de senador para praticar os crimes e ficar impune. Será que Simone vai salvar o senador mineiro, só porque não é candidata nas eleições de 2018?

Moka e Chaves, que encerram os mandatos e precisarão recorrer ao sufrágio universal para continuar, vão achar que o povo vai esquecer o voto desta terça-feira e, em caso de salvar o tucano, e bastará o dinheiro para serem reeleitos?

Ultimamente, a classe política tem debochado do povo, que garante seus salários e mordomias ao manter os esquemas de corrupção e a impunidade dos envolvidos nos crimes.

Filho de família tradicional mineira, herdeiro do presidente Tancredo Neves, que morreu antes de tomar posse em 1985, Aécio tornou-se a versão de Eduardo Cunha no Senado. Apesar das evidências segue forte, agindo impunemente.

Simone até já se manifestou a favor do senador mineiro e criticou a decisão do STF de afastá-lo do cargo.

Para a senadora, tão preocupada com a independência dos poderes, o fato de Aécio propor a designação de alguém que possa matar para que não corra o risco de ser alvo de delação premiada, não é grave.

Simone, Moka e Pedro Chaves não censuraram, ao menos, o senador mineiro por ter defendido a obstrução da Lava Jato, com a nomeação de delegados da Polícia Federal com a missão de encerrar a investigação e deixar os corruptos em paz.

Pedro Chaves mudou de opinião sobre Aécio após se encontrar com Temer, o presidente aprovado por apenas 3% dos brasileiros

Eles não condenaram ainda o senador que pediu, em gravação telefônica clara e sem qualquer chance de dúvida, propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista.

Caso votem contra o afastamento de Aécio Neves, Simone, Moka e Chaves estarão dando passo decisivo para sepultar o combate à corrupção no País, porque darão permissão para um único brasileiro agir fora da lei, nem que isso custe a vida de alguém.

Caso votem contra o afastamento de Aécio, os senadores vão dar as costas ao povo brasileiro e participar do conchavo criminoso para salvar o mandato de Michel Temer (PMDB), o presidente acusado de corrupção, obstrução da Justiça e de chefiar uma organização criminosa.

Não houve mega protestos contra Aécio Neves nem Temer, mas pesquisas apontam que quase 90% dos brasileiros querem que eles sejam julgados e punidos pelos eventuais crimes que tenham cometidos.

Se uma mala com R$ 2 milhões não é prova, é melhor os nobres senadores voltarem a ficar em casa para recuperarem a noção de realidade.

O brasileiro está cansado de impunidade e de político esperto passando a perna em toda uma nação.

Senadores não antecipam voto

Os três senadores de MS evitaram antecipar voto na sessão desta terça-feira sobre o afastamento de Aécio Neves.

Em enquete do G1, Simone e Pedro se mostraram indecisos ou não quiseram se posicionar.

Moka evitou responder a pergunta.

Matéria editada às 10h54 para incluir esta informação.

 

Michel Temer trabalha para que os aliados, como Moka, salvem Aécio no Senado, em troca do apoio dos aliados do mineiro na Câmara