Dagoberto e Delcídio fizeram dobradinha para o Senado, mas o pedetista acabou ficando em quinto, apesar de ter sido apontado como um dos eleitos por pesquisa do Ibope

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) nega que tenha feito 23 viagens internacionais às custas do dinheiro público. Em nota, o parlamentar acusa adversário político, sem citar o nome, de falsificar os dados da Câmara dos Deputados para prejudicar sua candidatura ao Senado em 2010, quando perdeu e ficou em quinto lugar na disputa.

O Ministério Público Federal investigou a farra de passagens aéreas após divulgação da denúncia pelo Congresso em Foco. A apuração constatou que mais de 500 políticos cometeram a irregularidade e podem ser alvo de ação civil pública para devolver R$ 68 milhões.

Dagoberto é o campeão em viagens internacionais na farra das passagens

Além de ministros, senadores e deputados federais, a procuradora Sara Moreira Leite deve denunciar Dagoberto, o campeão de viagens internacionais, que teve gasto de R$ 99 mil e 107 bilhetes.

Em nota, o deputado negou a denúncia. Ele frisou que não viajou para outros países às custas do legislativo federal.

“Vítima de uma perseguição política quando apresentou sua candidatura para o senado, o então deputado Dagoberto teve suas passagens alteradas. Por meio de uma manobra da primeira secretaria da Câmara da época o que eram apenas escalas se transformaram em passagens completas. Esta “contabilidade criativa” acabou imputando a Dagoberto passagens extras que nunca foram usadas”, acusa, sem citar nomes.

Em 2010, quando disputou o Senado, Dagoberto ficou em quinto lugar, com 485.490 votos. As duas vagas ficaram com Delcídio do Amaral, na época no PT, com 826.848 votos, e Waldemir Moka (PMDB), com 544.933 votos.

Confira a nota na integra:

Dagoberto e sua família não viajaram às custas da Câmara

O deputado Dagoberto Nogueira (PDT) e sua família não usaram a cota parlamentar da Câmara dos Deputados para viagens particulares no Brasil ou no exterior. No exercício do seu mandato entre 2007 e 2011, Dagoberto utilizou as passagens apenas para fazer o trajeto entre seu domicílio em Campo Grande (MS) e a capital federal como prevê as normas da Câmara. O gabinete do parlamentar acionou a administração da Câmara para relacionar todas as passagens utilizadas e assim acabar finalmente com esse mal entendido.

Vítima de uma perseguição política quando apresentou sua candidatura para o senado, o então deputado Dagoberto teve suas passagens alteradas. Por meio de uma manobra da primeira secretaria da Câmara da época o que eram apenas escalas se transformaram em passagens completas. Esta “contabilidade criativa” acabou imputando a Dagoberto passagens extras que nunca foram usadas.

Além disso, as missões internacionais cumpridas pelo parlamentar foram custeadas por instituições ou diretamente pela Câmara. A cota parlamentar não foi utilizada nesses casos.

Entre 2007 e 2011, Dagoberto e sua família fizeram algumas viagens internacionais com passagens adquiridas por meio de pontuações de programas de fidelidade. Essas “milhas” dos programas utilizados não tiveram nenhum custo para a Câmara.

Este mal entendido vem sendo reanimado a cada onda política. Este caso já foi analisado pelo Ministério Público que decidiu pelo arquivamento da denúncia no caso de Dagoberto. Dagoberto e sua família não utilizaram do dinheiro públicos para fins alheios ao mandato parlamentar. Esses ruídos de comunicação entre a Câmara, Ministério Público e imprensa servem apenas a interesses eleitoreiros sem qualquer lastro com a realidade.