O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) consegue se sair melhor em pesquisa sobra a sucessão presencial da XP/Ipesp, divulgada nesta quinta-feira (8). O democrata consegue superar os candidatos do PSDB, os governadores de São Paulo e Rio Grande do Sul, e até o apresentador de programa popular na TV, José Luiz Datena, que deve se filiar ao PSL.

Nas simulações de segundo turno, o médico campo-grandense empataria com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 35% e perderia para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceria por 48% a 25%.

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O levantamento é mais um entre os vários que estão sendo realizados para sondar o eleitorado brasileiro sobre a sucessão presidencial em 2022. A 15 meses da eleição, no principal cenário, Lula lidera com 38%, seguido por Bolsonaro, com 26%, Ciro Gomes (PDT) com 10%, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro (sem partido), com 9%, de Mandetta, com 3%, João Doria (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL), com 2%.

No cenário em que o Eduardo Leite substitui Doria no PSDB e Datena fica no lugar de Moro, Lula também lidera, mas com 35%, contra 27% do presidente. Ciro ficaria com 11%, enquanto Mandetta assume o 4º lugar com 5%, acima de Leite, que ganhou notoriedade nacional ao se assumir gay, e de Datena, ambos com 4%. Boulos permaneceu com 2%.

Esta pesquisa é mais positiva para Mandetta, porque consegue índice quatro vezes maior que o obtido em levantamento encomendado pelo DEM, seu partido, que conseguiu apenas 1%. Ele também apareceu com rejeição alta na sondagem encomendada pelo presidente nacional da sigla, ACM Neto.

Nas simulações de segundo turno, Lula derrotaria Bolsonaro por 49% a 35%, Ciro Gomes, por 45% a 30%, Moro por 48% a 35%, Eduardo Leite por 49% a 30% e Mandetta por 48% a 25%. O ex-ministro da Saúde obteve a menor colocação entre os cotados para disputar a 3ª via, que pretende ser o candidato dos partidos de centro e de direita para ser opção a Lula e Bolsonaro.

Bolsonaro empataria com Mandetta em 35% para cada e perderia para Ciro Gomes, por 43% a 30%. Com Moro, o presidente ficaria com 30%, contra 34% do ex-juiz. Bolsonaro venceria Doria por 37% a 34%.

Faltam 15 meses para as eleições e todo o cenário vai depender da situação da economia, da pandemia e da repercussão das novas denúncias de corrupção na sociedade. Lula recuperou os direitos políticos, mas ainda depende do humor do Supremo Tribunal Federal. O atual presidente da corte, ministro Luiz Fux, conforme boatos, estaria articulando meio de tirar o petista novamente da disputa.

Nesta quinta-feira, Bolsonaro voltou a defender o voto impresso e a contagem pública de votos como condição para garantir a realização das eleições gerais de 2022. Sem provas, ele voltou a propagar que houve fraude nas eleições presidenciais de 2014 e de 2018. Esta última ele ganhou no segundo turno.